sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Entrevista com Sandro Lobo da Editora Barba Negra

No dia 18 de Agosto de 2010, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional,na Avenida Paulista, a Editora Barba Negra concretizou os seus primeiros trabalhos publicando os livros "Mundinho Animal" do escritor e cartunista Arnaldo Branco, "Vó" do cartunista Jean Galvão, "Relatorio Ota do sexo" do lendário cartunista Ota, e "Na_kombi" dos editores da Revista M... Ulisses Mattos e Silvio Lach. Eu estava presente no lançamento dos livros e com muita sorte consegui entrevistar o fundador da editora Sandro Lobo, os autores dos quatro livros que estavam sendo lançados e ainda o humorista (e meu ídolo) Ronald Rios, que foi prestigiar o evento.
Fiz as entrevistas com o intuito de escrever uma matéria para o site de comunicação social da faculdade onde estudo, mas postarei na integra uma por dia aqui no blog, começando agora com a entrevista de Sandro Lobo.

Sandro Lobo


Primeiramente conte um pouco sobre a historia da Editora Barba Negra, e como aconteceu a parceria com a Editora LeYa?

Cara, a editora começou com um convite da Mariana Rolier, pra gente fazer quadrinhos na LeYa. E eu já estava conversando com Cristiano Menezes, que é meu sócio, sobre o projeto de fazer uma editora, e com o convite da parceria com a LeYa pra gente ficou muito legal, acabou se tornando uma parceria bem interessante.

Por que esses escritores foram escolhidos para os primeiros lançamentos da Barba Negra?

Eu já conhecia o trabalho deles, e o Brasil é um pais que tem muita tradição no humor, principalmente no humor gráfico. Então, como desde a época da Desiderata (editora onde Sandro trabalhou antes de fundar a Barba Negra) já publicávamos muita coisa de humor, foi um caminho natural começar fazendo humor.

Vocês pretendem continuar lançando apenas livros de humor ou irão lançar outro tipo de conteúdo também?

Nós vamos lançar outros livros de humor, seja de HQ, cartoon, piadas, humor de qualquer tipo, não importa a forma, mas também lançaremos livros que tem a ver com a cultura pop.

O mercado de hqs e cartoons tem um bom publico no Brasil?

Ainda não tem, mas é um publico que está crescendo. As editoras estão trabalhando bem, então estão conseguindo mais leitores de historias em quadrinhos, então estamos vivendo um momento muito interessante.

Você acha que o publico não se interessa muito pelas hqs nacionais por que está mais interessado no que vem de fora?

Não, eu acho que o publico quer um trabalho de qualidade, e hoje eu acredito que os brasileiros tem qualidade internacional,

Muitas pessoas acreditam que a Editora barba Negra irá ajudar o mercado de hqs e cartoons a crescer, você acha que poderão ajudar nessa questão?

Nós faremos a nossa parte, mas tem outras editoras que também fazem bons trabalhos, como a Companhia das Letras, que trabalha muito com quadrinhos, a Zarabatana, que é uma editora pequena mas faz um trabalho magnifico. Nós esperamos somar com eles para que façamos um trabalho legal, com todo mundo trabalhando junto e o mercado não ficar só com uma editora.

Qual a sua opinião sobre a lei 9504/97, que é a lei que proíbe que programas façam piadas com os candidatos durante as campanhas eleitorais?

Essa lei é uma piada

E você acha que o publico está preparado para receber piadas sobre temas mais sérios como politica e não leva-las a sério?

Acho que sim, o humor não é pra ser levado a sério mas não deixa de ser uma critica social, ele dá o seu recado. Então o humor tem como objetivo divertir e outras vezes levar o publico a refletir.

E quais serão os próximos projetos da editora?

Em breve iremos lançar o Cicatrizes (Stitches) do David Small. Quando sair procurem ler por que é uma graphic novel americana muito legal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário