segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Entrevista com Arnaldo Branco

O cartunista estava lançando na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, pela Editora Barba Negra, o livro Mundinho Animal, que contém as tirinhas que são publicadas no site G1.


Arnaldo Branco

Como foi o contato com a editora?

Eu conheci o Sandro Lobo antes de ele ter a editora, eu já tinha bastante contato com ele desde que eu comecei a publicar meu trabalho no G1, o portal da Globo, e ele me chamou pra fazer um pocket-book, disse que ia ficar legal, e ficou ótimo o resultado, foi uma coisa que eu gostei muito de fazer.





Você já havia lançado algum livro antes ?
Sim, na verdade esse é o terceiro. Eu já tinha lançado um do Capitão Presença, que o meu personagem meu que fez mais sucesso, e já fiz também uma adaptação do Beijo no Asfalto do Nelson Rodrigues com a ilustração do Gabriel Goes. Esse é o terceiro livro.

Como você é acostumado a publicar seu trabalho no G1 e em jornais, existiu alguma dificuldade em fazer o livro?

Não, como são tiras, a única dificuldade é acumular material suficiente para lançar o livro. Mas é normal, por que eu já tinha bastante material arquivado. Hoje em dia se fala muito que livro não funciona mais por causa da internet, mas ainda é legal você guardar um espaço na estante para guardar seus livros. Então eu quis fazer por que eu adoro o formato, e acredito que muitas inovações tecnológicas irão tentar substituir o livro mas eu nunca vou querer deixar de te-lo.

O mercado de quadrinhos tem um publico grande no Brasil?

Cara, tá super aquecido. É um mercado que demorou um tempo, mas as editoras finalmente entenderam como funciona, por que quadrinho vende.

O que você acha da lei que proíbe que os humoristas façam piadas com os candidatos durante as eleições?


É ridículo. Nós vivemos em um país que é famoso pelo senso de humor e cada vez temos certeza de que isto não tem sentido.
E é ridículo por que proíbe, por exemplo a piada na televisão, mas qualquer twitter faz a mesma piada, e hoje em dia uma piada na internet pode dar mais ibope do que na TV. Mas eu acho que esse tipo de proibição acaba até sendo inoperante, por que o humor tem seu jeito de se infiltrar e aparecer pra todo mundo apesar de os canais serem fechados.


E atualmente além do G1, você está fazendo outros trabalhos ?

Além do G1 eu faço quadrinhos para O Globo lá no Rio, sou roteirista do Casseta e Planeta, e eu quero fazer muito mais coisas, não quero fazer só quadrinhos, eu gosto de criar personagem, gosto da idéia de quem sabe trabalhar com cinema. Eu sou contra a estagnação, sou contra você chegar no hotel e saber que vai escrever algo como profissão na ficha, sou a favor de escrever algo como “Homem da renascença”, faço tudo.

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