quarta-feira, 15 de junho de 2011

Clarice Lispector - Uma Galinha


Outro dia eu estava na faculdade, aí minha professora começou a perguntar aos alunos, que livro eles estavam lendo no momento. Aí todo mundo respondendo, normal. Na hora que chegou em mim, ela já veio perguntando meio que com um tom insinuando (precipitadamente) que eu não estava lendo nada, afinal eu sou apenas um... ah, sabe né.

Mas, para a surpresa dela, eu respondi "ahh, tá insinuando alguma coisa ? Agora eu vou esfregar na sua cara", e tirei da minha mochila um pequeno livro chamado "Laços de Família", da autora de frases bobinhas Clarice Lispector. Aí eu expliquei pra professora que apesar de ter todos os defeitos do mundo (ou pelo menos vários deles), eu leio sim.
Na verdade eu nem vou falar sobre a aula ou a professora ou o fato de eu ler. Eu só disse tudo isso pra chegar no livro da Clarice, que de fato, me chamou a atenção por ter um conto chamado "Uma Galinha".
Eu não costumo me emocionar com esse tipo de literatura, mas esse conto especificamente, me deu um misto de sentimentos que eu mal consigo explicar, uma explosão de sentimentos que eu não pude acreditar, é algo realmente absurdo.

galinha, um ótimo assunto para se escrever um conto

Claro que é contado com palavras bonitas e profundas, mas eu vou resumir o conto: começa falando que era uma galinha de domingo (?), que ainda estava viva porque não passava de nove horas da manhã. Aí tudo bem, você supõe que era apenas uma galinha, normal, como qualquer outra.
No decorrer da história, ela começa a fugir para que não a cozinhem. Aí foge, foge, até que o cara consegue capturá-la. Quando iam matar a galinha e meter a bicha na panela, a menininha que estava perto viu que ela havia botado um ovo. Por isso gritou a seguinte frase:
"Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! ela quer o nosso bem!"
Calma aí, a galinha bota um ovo e isso significa que ela quer seu bem ??? Que que cê tá falando menina ?
Mas tudo bem, aí a mãe não mata a galinha, e ela passa a morar com família. Aí a Clarice enrola, enche linguiça descrevendo algumas coisas que a galinha fazia na casa, e de repente, o texto termina assim:
"Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos."


¿ ? ¿ ? ¿ ? ¿

Meu... é... então, a única coisa que eu pensei ao terminar de ler isso tudo foi  "poxa, eu poderia ter usado o tempo que eu perdi lendo esse conto fazendo uma coisa mais legal". Sei lá, poderia ter feito qualquer coisa, tipo ficar olhando as placas de carros pra ver quanto dá a soma dos números de cada uma delas, olhando cachorros cruzando na rua, assistindo teletubbies, enfim, qualquer coisa seria melhor do que ter lido uma historinha dessas.
Sério mesmo, achei uma tragedia ter lido isso. Tudo bem, quer escrever sobre galinha, problema seu. Mas, não vejo motivo para adorarem tanto uma pessoa que fez um conto desses. Como minha professora disse ao ver o meu livro. "Eu não gosto muito, mas claro que a respeito por causa da representatividade que ela teve para a literatura nacional". Porra mano, se a literatura nacional estivesse na mão de gente que escreve esse tipo de conto, eu só iria ler o que vem de fora. Ainda bem que, tirando ela e uns outros, tem muita gente boa por aí.

"hum, acho que se eu escrevesse um conto sobre uma galinha eu seria considerada uma das imortais da literatura nacional"

E outra, como que a Clarice chegou a conclusão de que deveria escrever um conto sobre uma galinha ? Será que ela viu algum caso parecido com o do conto na vida real e a historinha é baseada em fatos verídicos ? Se for, será que essa menininha era idiota ou o que pra achar que um ovo significa que a galinha quer seu bem ?
Sei lá, só consegui imaginar que ela conheceu uma história parecida, porque não acho que a mente humana seria capaz de criar uma história tão chata.
Mas enfim, na verdade eu só estou fazendo esse post pra da próxima vez que eu ficar falando mal da Clarice no Twitter, vocês entenderem que eu não estou errado. 
Abs

@RafaelRoochaa

12 comentários:

  1. tanto quanto você Rafael e Cíntia, deveriam dar as mãos e voltar prá escola, pois que, acho e creio, que passaram de ano como dizia a minha avó, "por baixo da carteira da professôra"; digo e afirmo que falta-lhes a clareza e o entendimento literário, que Clarise projetou prá sua estória tão bem escrita; sem titubear entre as frases mostrou com harmonia de palavras, que um tema tão simpes e comum (prá vocês), fosse tão rico em idéias e pensamentos.

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  2. quando comentarem como anonimos pelo fato de não terem conta no site blogger.com, favor assinar no final do comentário.

    Grato.
    A direção

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  3. Quando escrever Clarise, escreva iniciando com letra maiúscula, pôs o nome dela é Sinônimo de personalidade.

    Ass.:Luiz Cavalcanti (Kall7)

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  4. kiss my ass ok Mr.Cavalcanti?!

    Me conheça, depois diga algo a meu respeito!
    O fato de eu ter gostado do ponto de vista dele não significa nada para você, pois repito, VC NÃO ME CONHECE!
    E outra coisa, por mais que eu não concorde com o ponto de vista do Rafa, eu sempre vou gostar dele, SABE PORQUE?????
    Simplesmente porque ele tem PERSONALIDADE própria e não fica repetindo discurso de professor só porque é bonito e todo mundo gosta!

    Se vc gosta de CLARICE LISPECTOR, simplesmente diga isso(e aprenda a escrever o nome dela). É falta de ética(isso tb existe na rede) chegar no blog dos outros e se atrever a tanto, se não gostou vai falar merda no SEU BLOG!

    Att,

    Cíntia Carvalho

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  5. Eu não entendo todo esse medo dos caras postarem um comentário aqui como "anonimo"! O medo é foda né!

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  6. É triste ver o quanto o ser humano, ao que parece, caminha para a superficialidade e futilidade como modo de vida e de leitura do mundo. Talvez, se o autor deste post tivesse estudado o mínimo de filosofia existencialista, entenderia as bases da construção de textos de Clarice Lispector. Se permite um conselho?!
    continue " usado o tempo fazendo uma coisa mais legal. Sei lá, tipo ficar olhando as placas de carros pra ver quanto dá a soma dos números de cada uma delas, olhando cachorros cruzando na rua, assistindo teletubbies..."

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  7. O mais legal é que tem gente que estuda filosofia existencialista mas não tem colhões pra deixar um nome no comentário. Se me permite um conselho. Vai estudar e pára de ler blog. Ou melhor, vá somar os números das placas dos carros que passam pela rua.

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  8. Achei uma ideia interessante a da Clarisse. Já se você não gostou tem direito de criticar, assim como tinha de não ler.

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  9. Vlw, é mais um comentário só. Nada contra Clarice, só não gostei desse, mas ela tem coisa legal. Um exemplo é "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres", que eu indico pra qualquer pessoa

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  10. Criticar é fácil ;

    O difícil é assumir o erro . ( a burrice )

    Porque eu vou " criticar “ também , mas só a 1ª mensagem do anônimo .

    Ele começa com letra minúscula , depois me usa um termo que , por favor né !

    " pois que, acho e creio " ( dúvida e crença )

    Como assim ?

    " como dizia a minha avó, "por baixo da carteira da professôra"; "

    Será que foi a (desculpe-me aí vovó ) avó dele que ensinou a ele colocar acento no prá e PROFESSÔRA ?

    " : “pra” é redução da preposição “para” e, assim como qualquer outra abreviatura, não deve ser acentuada. "

    " digo e afirmo que falta-lhes a clareza e o entendimento literário "

    Dizer é uma coisa , afirmar ? O coitado .

    " Clarise " - sem comentário . :-(

    História x estória ? Sei que as duas palavras existem, o Volp ( O Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa (VOLP) é um levantamento das palavras da língua portuguesa com indicação da sua grafia, prosódia, ortoépia, classe gramatical e outras informações úteis, tais como formas irregulares do feminino de substantivos e adjetivos, plurais de nomes compostos, homônimos e parônimos das palavras averbadas, etc.) aceita ambas igualmente, mas o Aurélio (de antes e depois da reforma) recomenda apenas o uso de ‘história’, tanto para ciência histórica quanto para ficção.

    É muito interessante a questão ; Antes de mais nada, minha posição pessoal: nessa eu fico com o Aurélio, uso apenas história, acho mesmo que nunca escrevi a palavra estória até este exato momento – pelo menos não que me recorde. Por quê? Algo a ver com velhas recomendações de professores, provavelmente, mas nesse caso nunca vi motivos para me rebelar contra eles. A verdade é que a fronteira entre história real (história) e história inventada (estória) me parece fluida demais para tornar funcional a adoção de dois vocábulos. Todo mundo sabe – ou deveria saber – que a história, bem espremida, é cheia de “estórias”. E vice-versa. Acho mais inteligente deixar a distinção a cargo do contexto.

    Essa última frase dele é um tanto quanto confusa mais o pior é que é " simpes ".

    "Simpes " assim .

    Valeu aí , e se tiver algo errado , pode falar , que eu acabo aprendendo um pouco mais .

    Valeu !?

    ........................Att: Amaral

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