sexta-feira, 13 de abril de 2012

Discos que eu ouvi #1

Estou inventando essa série de posts pra me obrigar a fazer pelo menos um post por semana, no caso, toda sexta. Como diz o título, vou dizer quais foram os discos bons e ruins que ouvi durante a semana.




Foo Fighters - Wasting Light  (2011)


Como o Foo Fighters foi um dos assuntos da semana, depois de ser uma das atrações do Loolapalooza, baixei esse disco, que até então nunca tinha escutado. O começo do álbum foi bastante desanimador, achei seria um disco inteiramente ruim. A primeira faixa, Bridge Burning, começa bastante pesada, mas logo perde a força. E as músicas seguintes também são pouco empolgantes.
A quarta faixa, White Limo, que fez com que a banda concorresse ao Grammy de Melhor Performance Hard Rock/Metal, foge completamente do estilo que a banda mostra nas músicas anteriores. Pode agradar os fãs de New Metal e até de Metalcore. Também merece destaque These Days, que apesar de ter um instrumental um tanto meloso, tem um refrão contagiante.
Back and Forth, que também é o nome do documentário com filmagens das gravações do disco, é uma das músicas mais animadas de Wasting Light. E o grande destaque fica para Walk, que fez com que o Foo Fighters ao Grammy de Melhor Performance Rock e Melhor Música Rock. Esta faixa tem um instrumental simples, mas bastante interessante. Combinado com o vocal de Dave Grohl, que principalmente nas partes mais pesadas, mostra ser de ótima qualidade, a faixa encerra com chave de ouro um disco nem tão bom assim.




The Marmelade - Reflections of marmelade (1970)


O disco, da banda escocesa The Marmelade, foi lançado em 1970. Tem tudo para agradar os fãs de Beatles e Stones, e os que gostam do som dos anos 70, com toda aquela vibe Flower Power. Logo na primeira faixa, a animada Super Clean Jean, já é possível entender o estilo do álbum. Na música seguinte, Carolina on my mind, com vozes acompanhando o vocal principal de Dean Ford, a melodia fica bastante agradável. E o disco segue dessa maneira, com uma sonoridade calma.
A banda foge um pouco do estilo mostrado nas primeiras músicas na faixa Kaleidoscope, onde o som é segue uma linha mais psicodélica. O grande hit do disco, que na verdade é o maior hit de toda a carreira da banda, é Reflections of my life. A música tem uma letra melancólica, e seu instrumental a deixa bastante emocionante. Em geral, para quem gosta desse estilo de som, o disco é muito bom.




Minnie Riperton - Perfect Angel (1974)


É nesse disco que se encontra o maior sucesso de Minnie Riperton, Lovin' You, provavelmente conhecido por todo mundo. Como todos sabem, o que mais chama a atenção nessa música é o agudo no final do refrão, que Riperton consegue fazer sem desafinar. Em outras faixas do disco, como Reasons, também é possível ouvir os agudos que a cantora consegue alcançar sem muito esforço.
Perfect Angel contou com Stevie Wonder na produção, e participando em algumas faixas tocando bateria e teclado. O disco, além de Lovin' You, conta com outras canções românticas, como Take a little trip, onde é possível perceber as influências da ópera na formação musical da cantora, que iria focar sua carreira nesse gênero antes de se interessar pelo Soul e Rythim and Blues.
A faixa Seeing you this way, com uma levada simples na bateria, acompanhada de uma linha de baixo que se encaixa perfeitamente com o teclado, se torna uma das melhores do disco. Também vale a pena escutar Every time he comes around, principalmente pela boa presença da guitarra na música. 




Eric Burdon and War - Best of Eric Burdon and War(1996)


A banda consiste na união do vocalista da banda de blues The Animals, com a banda de funk War. Desta união foram lançados três discos: "Eric Burdon declares war" e "The black-man's Burdon", ambos de 1970; e "Love is all around", de 1976. O disco em questão é um Best of, onde estão as melhores faixas dos três álbuns. 
As melhores músicas são Spill the wine e o blues negativista Mother Earth, onde o destaque fica para a voz de Burdon. No mesmo estilo também há Home Dream. Em Paint it black o som do War fica mais evidente, sendo uma música diferente das outras do disco. Em Gun os estilos de Eric Burdon e da banda que o acompanha se misturam, formando um blues com elementos da Black Music.


@RafaelRoochaa

Nenhum comentário:

Postar um comentário