segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Previsões para 2013

Então, pra quem não sabe, além de Cara Que Escreve Em Um Blog Na Internet, eu também sou astrólogo, aí que eu tava dando uma olhada aqui nas estrelas e pude prever, pela posição em que elas estavam, algumas coisas sobre como será a internet nesse ano que vem chegando. Só tinha uma estrela que estava meio que se mexendo então eu não sei se era avião, mas isso não muda o resultado da previsão, enfim...
A notícia triste que eu tenho é que em 2013 a web não será tão diferente do que foi em 2012, 2011, 2010, etc, etc, etc. Tudo bem que esse ano pelo menos algumas coisinhas vão mudar por aqui, já que não teremos mais piadas sem graça sobre o fim do mundo, sobre o Corinthians não ter Libertadores, sobre a morte do Niemeyer, e quem sabe, se Deus quiser, o Sarney também não morre, acabando com todo o estoque de piadas do Marcelo Tas, vamos torcer!
Mas fora isso, nada vai ser tão diferente do que foi. O ano todo já tem um esqueminha, tipo destino, que vai acontecer e não tem como evitar. Então seguem algumas previsões sobre a internet em 2013:

O ano já começará mal, com a galerinha de 15 anos que curte One Direction, Projota e Pollo destruindo nosso querido Twitter com posts e hashtags sobre essas porcarias. Aliás, porcarias é o que não vão faltar em 2013, já que entra ano, sai ano, seus amigos do Facebook continuarão compartilhando Tirinhas Meme sem graça e frases de auto-ajuda feitas para gordinhas que ouvem Adele e choram vendo comédia romântica.

#ProjotaNossoManoBrownDaNovaEraDoRapBrazuca

Outro grande problemão que pega a internet logo no começo do ano é a estreia do Big Brother. Não que o programa seja ruim, eu não tenho nada contra, até gosto. E se eu não gostasse, ele não me incomodaria, afinal tenho um controle remoto que me dá diversas opções de canais caso eu não queira assistir alguma atração da Rede Globo. O problema mesmo é que tem uma turminha intelectual no Facebook, que provavelmente só tem um canal em casa, que não consegue passar uma edição do Reality sem ficar reclamando na internet, dizendo que o programa é pra "quem não tem cultura". Eu sinceramente vou aqui estar torcendo pra nessa edição  ter é umas minas bem gatas pra saírem na Playboy depois e to nem aí.

Quem odeia a falta de cultura da TV curte e compartilha

Outra coisa que, assim como nos anos anteriores, vai incomodar a galerinha inteligentona e pseudo-fã de MPB é o carnaval. Só vai ter tonto dizendo que é "falta de cultura", "vulgarização da mulher brasileira" ou qualquer um daqueles argumentos do vídeo da Rachel Sheherazade. Também é a época de ver que nossas musas podem virar monstros com fantasias e maquiagens de carnaval horríveis. Se o ano estiver bom, sai umas fotos de "ooops" no Ego com alguma famosa tipo Isis valverde ou Sabrina Sato pagando peitinho nos desfiles. Se estiver ruim, uma atriz tipo Suzana Vieira é quem vai deixar o seio a mostra, mas aí é só não clicar no link e segue a vida.

Os intelectuais odeiam essa moça

Também é certeza que na Internet 2013 teremos o grande humorista Rafael Bastos fazendo merda. temos um ano todo pela frente, vocês acham que agora que ele não está mais na TV, e sim na internet, esse lugar que "te dá mais liberdade", ele não vai falar alguma bobagem forçada pra tomar mais um processo? Eu não tenho dúvidas.

#HumorSem #Limitesss


As estrelas me mostraram aqui que nesse ano, noooovamente, os roqueiros modernos vão ficar reclamando nas redes sociais sobre o preço do Loolapalooza, dizendo que é absurdo, sem considerar que pela quantidade de banda que vem, se cobrassem R$ 1 milhão de reais ainda estaria barato (tudo bem que é só banda bosta [foi a posição das estrelas que falou isso], mas se os caras gostam que que eu vou fazer ?).

Loolapalooza, o festival onde se paga R$ 900 pra ver bandas que tocam de graça no Sesc

Com a chegada de novos prefeitos, vem também o aumento da maldição dos Revoltados de Facebook, que farão as mais Críticas&Revolucionárias reclamações sobre suas cidades, como se o prefeito estivesse lendo aquilo. E como estamos há um ano do tão esperado 2014, a babaquíssima frase "se está assim, imagina na Copa" vai ser utilizada com muito mais frequência, tornando cada vez mais a internet um lugar desagradável de se viver.


Espero que as previsões ajudem a vocês se prepararem para os males que vão nos pegar no ano que vem, e feliz ano novo !!!

@RafaelRoochaa

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O dia que eu fui no cinema pornô

Eu já falei isso em outros posts, mas pra quem não sabe, eu estudei jornalismo. Se você estiver lendo em 2012, ainda sou estudante. Se ler em 2013 eu já sou formado... Enfim, meu TCC, foi um vídeo-documentário sobre pornografia. Pra isso entrevistei algumas pessoas legais, atrizes do cinema adulto, profissionais que me falaram sobre o assunto, etc, etc. Até aí tudo ok.
Mas um dia, eu tive que fazer algumas imagens para colocar nesse documentário e, pra isso, fui a um lugar que achei que jamais entraria na minha vida: Um cinema pornô. E para outros que também nunca foram a esse lugar, descreverei o ambiente que encontrei.

Claro que eu não vou falar o nome do cinema que eu fui por que não sei se o segurança de lá (vou falar sobre ele mais abaixo) pode vir atrás de mim, mas é localizado no Centro de São Paulo. Como estava pegando imagens pro documentário, queria filmar a fachada do cinema, mas foi bem difícil, já que tinha um grupo de três amigos parados bem na frente... o que me surpreendeu, pois eu achava que ir a um lugar desse era algo que as pessoas faziam escondidas, e não que ficavam lá na frente batendo um papão furado antes de entrar, de modo que qualquer um pudesse vê-los. Depois, um cara com roupa escrito "manutenção" nas costas saiu, ficou fumando na porta, e voltou lá pra dentro. Ou seja, as pessoas não tem vergonha de que vejam que elas vão ao cinema pornô.

Depois de fazer as imagens da frente, resolvi entrar pra filmar lá dentro. Eu estava com um amigo, mas não queria entrar junto com ele, pras pessoas não olharem e pensarem que eramos gays (nada contra) e iríamos fazer sexo lá dentro. Mas eu também não queria ser desagradável e falar "cara, não quero que você entre". Então, como eu estava com um guarda-chuva na mão eu falei "cara, vou entrar, você fica aqui segurando meu guarda-chuva?". Eu senti medo de que ele falasse "não, entra com o guarda-chuva que eu vou entrar também", mas graças a Deus acho que ele não pensou que não havia nada de errado em eu entrar segurando meu guarda e aceitou meu pedido.

Aí eu entrei lá sozinho. Como não sabia onde ir, fui perguntar pra um velho que estava sentado, onde eu deveria comprar minha entrada. Quando ele foi me responder, tive a impressão que ele não tinha olho, mas não posso afirmar com toda certeza. Aí ele me mostrou onde eu deveria ir.
A atendente era uma moça, digamos, acima do peso, cabelo tingido, camisa de rockera que deixava aparecer parte da barriga (reforço que ela estava acima do peso) e mascando um chicletão que eu não consegui ver qual sabor que era. Aí eu vi que a entrada custava alguns reais (que eu não vou citar quanto por que vai que só aquele cinema tinha aquele preço e eles descobrem que eu to falando deles e mandam o segurança atrás de mim [eu vou falar dele mais abaixo]), mas além da entrada comum, havia o "cabine", que custava apenas 1 (hum) real a ficha e valia por 5 minutos.

Como eu queria guardar meu dinheiro pra ir comer um lanche naquele fast-food do Rei do Hamburger, comprei duas fichas do "cabine", gastando apenas 2 reais, mesmo sem saber exatamente como funcionava o tal "cabine". O que eu achei é que se entregava a fichinha pra alguém que deixava o sujeito ficar por 5 minutos cada ficha dentro de uma cabininha escura, onde ia ter uma janela e ele ia poder ver o cinema lá embaixo enquanto praticaria a masturbação. No meu caso, que não queria fazer isso, e sim filmar, seria ideal, pois filmaria da tal janelinha.

Aí fui entrar lá, era uma sala escura com várias portas e um cara mais magro que tudo, da minha altura (ou seja, quase um anão) e que era.... o segurança. Eu poderia ter dado risada por eles terem colocado um carinha que não representava ameaça nenhuma como segurança, mas como eu sou ligeiro pensei: "Eles não seriam burros, ele deve estar armado". Então, pra não correr riscos, entrei na miúda, só perguntei pra ele como funcionava tudo pra eu ver a janelinha, já que eu nunca tinha ido lá e não sabia o que fazer.

Ele me mostrou a porta que eu devia entrar. Era escuríssimo, só deu pra ver uma maquininha com buraco pra eu enfiar a ficha. Antes de enfiar, dei dois passos pra chegar à maquininha, nisso pude perceber que o chão até havia sido limpo, mas pela leve cola embaixo do meu tênis, percebi que deviam ter passado um paninho de leve, sem limpar com esforço o sêmen que a pessoa que usou a cabine antes de mim deixou lá.
Aí coloquei a moeda e esperei abrir a janela pra filmar o cinemão lá embaixo. Quando abriu, atrás da janela só tinha uma bostinha de uma televisãozinha, menor que a que eu tenho em casa, onde passava um filme. Aí tudo que eu tinha pra filmar era uma cabine escura com uma TV lá dentro, ou seja, não ia filmar é nada né.

Como eu tinha comprado duas fichas, pra 10 minutos, e o tempo que se passou no que eu narrei desde que entrei na cabine foi menos que um minuto, eu pensei "vou pelo menos completar os cinco minutos aqui pra não acharem estranho eu sair tão rápido". Mas aí eu ouvi um cara gritar "ow, não pode entrar dois aí não" seguido de um barulho de empurrão. Aí eu já lembrei da suposta arma que talvez o segurança baixinho poderia vir a ter (não to falando que tinha, mas vai saber), e com medo dos possíveis tiros, saí rapidão. Abri a porta e já dei de cara com o baixinho, que ao me ver sair em menos de dois minutos mandou um "já?". Ainda com medo dei só uma risadinha como quem diz "é amigo, quem nunca teve ejaculação precoce, não é mesmo?", e fui embora.

Essa foi minha curta permanência dentro de um cinema pornô. Acho que não durou nem cinco minutos no total. Mas foi o tempo suficiente para tirar alguns aprendizados:

1- Pela primeira vez na vida eu era a pessoa mais bonita do ambiente em que eu estava, frequentadores de cinema pornô são bem feios. Então, se você for feião, quando quiser dar um up na sua autoestima, dá uma passada lá.

2- Se você falar na entonação correta, seu amigo pode cair na sua desculpinha de "segura meu guarda-chuva" e não perceber que isso é uma desculpa sem sentido e que na verdade você só não quer que ele entre com você (aliás, amigo, se você estiver lendo, nada contra você, mas achei que poderia pegar mal alguém nos ver).

3- Se algum dia for no cinema pornô, o aconselhável é ir com um tenis velho, pra não pisar em resto de sêmen alheio com o tênis que você usa no dia-a-dia.

Acho que de importante é só

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O que eu achei de Eraserhead

Bom, eu não sou um cara que conhece muito sobre arte, não me considero culto, gosto de bobagens, sou um tanto fútil. Mas tem hora que isso cansa. Pra poder não ser visto como burro pelas pessoas que gostam de Cultura & Arte, eu resolvi que ia mudar esse meu jeito.
Como eu sei alguma coisinha sobre música, a primeira coisa que veio na minha cabeça foi "eu preciso entender mais sobre cinema". 


Claro que eu sei que os cinéfilos cultos não gostam de Crepúsculo, Harry Potter, e esses filmes chatos, então decidi procurar um filme do underground. Algo tão de hipster que pudesse fazer eu me sentir bem quando falasse sobre aquele filme e as pessoas me dissessem que não conheciam. Resumindo, queria me envolver profundamente no universo Babaca Cult.
Fui procurar meu filme desconhecido. Um filme "com conteúdo" e "que me passasse alguma mensagem", como dizem os caras. Depois de um tempo procurando o filme mais legal que eu poderia assistir, me deparei com esse que está aí embaixo.


É difícil falar qualquer coisa sobre esse filme, até porque é difícil entender qualquer coisa sobre ele. Na verdade não é possível nem afirmar com toda certeza qual é o gênero desse filme. Procurei assisti-lo por achar que era um filme de terror. O fato é que mesmo que seja, o que poderá dar medo não é nenhum monstro ou cena de susto, e sim a loucura dos personagens e das imagens como um todo, combinadas com a trilha sonora, que também é bastante experimental.
Conforme eu li pelas wikipedias por aí (quem não pesquisa na wikipédia quando não conhece alguma coisa que atire a primeira pedra), este é o primeiro longa-metragem da carreira do diretor David Lynch, que começou a trabalhar neste projeto quando ainda estudava cinema no AFI Conservatory. O planejamento era de que Eraserhead deveria ter 42 minutos, o que não aconteceu, já que o tempo de duração é de 89 minutos. O roteiro do longa tinha apenas 21 páginas, o que deixou os professores do conservatório preocupados, pois as cenas com poucos diálogos poderiam fazer com que o filme não obtivesse sucesso. Na verdade, se eu fosse um dos professores eu não investiria em Eraserhead mesmo depois de ver o filme pronto, mas como eu não era, investiram.

O filme começa com a imagem de algo que pode ser um planeta ou um meteoro, com o rosto do personagem principal em primeiro plano. Os 10 primeiros minutos não tem nenhuma fala, o que já o torna chatíssimo para quem não está preparado para todo o experimentalismo da história. Portanto, se por acaso se sentir entediado nas primeiras cenas e espera algo surpreendente, nem assista o resto. Não vai surpreender e provavelmente você irá passar quase duas horas sem entender nada.


Os diálogos mais fáceis de se entender acontecem quando Henry (interpretado por Jack Nance) está na casa de sua namorada, e os pais da moça o informam de que ela teve um bebê, que seria seu filho. Porém, mesmo sendo possível compreender este dialogo, no decorrer das cenas, os personagens parecem ser todos doentes mentais (acho que eu gostei do filme só por causa disso), inclusive Henry, que passa o filme todo com uma expressão facial preocupada e assustada.
Ao ver o que seria o filho do casal, percebe-se que não é uma criança, e sim um monstrinho, que fica o tempo todo enrolado em cima de uma cômoda. Perturbada com a presença daquele bichinho feio, que passa a noite chorando, a esposa de Henry diz que vai voltar para a casa dos pais, e o deixa sozinho cuidando do filho. 
A partir daí começam as sequências de cenas inexplicáveis, onde fica cada vez mais difícil entender qual era a intenção do diretor com a história. Em grande parte das cenas, a impressão é que tudo se trata de um sonho, inclusive, o próprio David Lynch já definiu Eraserhead como um "sonho de coisas escuras e perturbadoras". 
O título se deve a uma das cenas inexplicáveis, onde a cabeça do personagem é cortada, levada a uma fábrica, e então passa a servir como matéria prima de borracha daqueles lápis com uma borrachinha bem pequenininha na ponta traseira.


Eu poderia falar que apesar de parecer incompreensível, o filme é considerado um clássico cult, que ele tem uma estética surpreendente, ou até que é um filme que faz pensar. Mas a coisa mais sincera que eu posso dizer é que se David Lynch queria usar subliminares no filme para dizer alguma coisa, ou se escondeu alguma mensagem por trás daquelas cenas estranhas, ele exagerou no "esconder", porque eu mesmo não achei nada. É só um filme que eu gostei de assistir, é legal ver os atores interpretando tão bem pessoas tão estranhas e loucas, mas não senti nenhuma mensagem. Achei apenas que o diretor é meio ruim da cabeça... ou sei lá, talvez eu que sou burro e não entendo essa arte que vocês tanto falam.


@RafaelRoochaa

UPDATE 27/09/2012, às 01:14 - Depois de ter escrito esse post há muito tempo, vi um comentário de que o filme fala sobre uma gravidez indesejada. Fez sentido pra mim isso, como ele não queria o bebê, via ele como um monstro.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ex-BBBs que a Globo não soube aproveitar

O Big Brother Brasil, programa tão adorado pela galera intelectual, é um grande gerador de capas das revistas Playboy e Sexy. A cada ano, de 2 a 5 capas das revistas são com ex-participantes do programa. Logo, as moças que saem do BBB tornam-se musas.
O problema é que com o passar dos anos em que a Rede Globo vem exibindo o Big Brother, muitas musas foram feitas. E como não há espaço para tantas, algumas acabaram esquecidas. Com exceção de Sabrina Sato, que virou participante do Pânico; Grazi Massafera, que virou atriz; e algumas outras (que eu não lembro), a grande maioria foi esquecida.
Este post tem o intuito de relembrar algumas das musas que ficaram perdidas com o passar do tempo, e mostrar indignação por estas não terem se tornado grandes destaques da mídia nacional. Vamos a elas:


Thais Ventura
ela naquela época


A carioca tinha 19 anos quando entrou no BBB. Como era nova e tinha todo aquele jeito de ninfetinha, com um sotaque carioca (de fato, ow meninas, se tiverem sotaque carioca falem bastante comigo, ok?), não demorou nada pra que ela virasse a musa do programa. Após ser eliminada, foi capa da Playboy em um ensaio com coisas como urso de pelúcia, carinha de tonta, pirulito, e tudo que deixava ainda mais ninfeta.
Infelizmente acabou sendo esquecida como musa, talvez pelo fato de que a graça estava no jeito de novinha da moça. Quando foi envelhecendo perdeu o charme. Uma pena = (


Juliana Goes
tirando essa pose de modelo que eu acho tonto, mó gata né


A jornalista e modelo é daquele tipo que alguns pagam muito pau, outros falam que é só uma moça normal. Eu sou dos que pagam pau. Sinceramente não lembro do que ela fez na casa porque nessa época BBB já estava se tornando chato e eu já não assistia mais como antigamente. O único fato que eu lembro é um dia que ela tava brincando de repórter entrevistando um cara, aí o cabelo dele era espetado, aí ela perguntou "seu cabelo é a única coisa dura que você tem?" e todos deram risos. Eu achei babaca por que eu odeio mulher que faz piada sobre pinto, mas ainda assim acho ela gata.
Foi capa da Playboy, lógico, mas depois disso poderia ter ganhado mais destaque. Apesar de ter feito trabalhos como modelo, não a vemos na TV todo dia, e eu gostaria muito de vê-la todo dia, aliás, toda hora, aliás, Hebe sai dai, quem vai apresentar agora é a Juliana.


Thati Bione
a carinha de tonta, qualquer um casava com uma dessa


Essa é aquela mina que não é "A Gostosa", tem até uma cara de gordinha, mas é por isso que é bonita. É o tipo de mulher que o cara quer casar. Pelo que eu me lembro, no programa ela ainda era cheia de fazer graça, então melhor ainda né, todo homem quer uma mulher engraçadinha (desde que ela não faça piadas sobre pênis).
Por não ser o padrão de gostosona que o brasileiro gosta, nem sair nua em revista ela saiu. Então ficou mais sumida que as outras. Pena, podia estar que fosse no Zorra Total fazendo aquele quadro da moça que fica atrás da cerca do Nerso da Capitinga, sei lá.


Tathy Rio
deitada na mesa


Essa sim, tem todos os padrões que o brasileiro gosta. Carioca, loira, bonita e completamente em forma. No programa não foi uma das personagens de destaque. Saiu nua em uma das duas revistas e depois apresentava um programa na RedeTV, que eu assistia só pra ver ela (tanto que nem lembro sobre o que era o programa, só lembro que tinha ela). Depois nunca mais ouvi falar.
Ela acabou não ficando na Globo por que na edição em que participou havia outra Tati na casa, a Tati Pink, que era uma chata e sem graça, que depois de sair do BBB foi contratada pelo Zorra Total. Super injusto, a Tati Rio que deveria ter sido contratada por ser mais gata. "Ah, mas não precisa ser bonita, aquilo é um programa de humor" meu, sem graça por sem graça fica com a mais bonita (igual o CQC fez quando escolheu a Mônica Iozzi em vez da Carol Zoccoli).


Michelle Costa
cara de Sandy


Essa participou da oitava edição do BBB. Como saiu rápido, não lembro nada pra falar sobre ela. Saiu na Playboy e não lembro mais nada. Mas de qualquer jeito, ela tinha um carinha meio Sandy e, por isso, é uma das mais gatas que o Big Brother já teve. 
Só que a Globo, como sempre, não soube aproveitar. Sei lá meu, colocasse ela em um cursinho de atriz só pra transformá-la em musa da novela das oito, deixasse ela apresentar aquele programa chato que a Fernanda Lima fazia, qualquer coisa.


Enfim, existem outras, mas essas são as top. Fica aqui minha indignação pela Rede Globo que não sabe aproveitar as musas que cria. (Aliás Globo, pega essa Renata que saiu dai esses dias e aproveita, essa menina tem futuro) 


@RafaelRoochaa

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Discos que eu ouvi #5

Ouvi pouca coisa essa semana por que, infelizmente, ouvir música não me dá dinheiro, então eu tenho que trabalhar. Mas estão aí os dois discos, pra quem curte rock moderninho e folk.


Velotroz - A banda do futuro apresenta espelho de sharmene (2012)


De início percebe-se que trata-se de mais uma banda de rock moderninho, mas logo após a introdução o som fica mais surpreendente. A letra da primeira faixa, Moda de samba, somada ao rock com elementos da MPB e samba, traz um resultado interessante. Em Louva Deus a voz de Giovani Cidreira, com seu sotaque soteropolitano (que por vezes faz o som parecer um Lirinha um pouco mais modernizado) se encaixa perfeitamente com o instrumental, que tem a bateria seguindo uma linha de samba e as guitarras e teclado dando uma sonoridade de rock setentista.
A capa do disco (uma mulher nua sentada, coberta apenas por um pano, deixando apenas um seio à mostra) resume bem o Velotroz, dando um ar "vintage", mas ao mesmo tempo "quero ser moderno". Não costumo me interessar por bandas e artistas que fazem questão de ter "letras inteligentes" o tempo inteiro, me soa um tanto forçado, mas o som faz o EP valer a pena. É interessante a forma como os músicos conseguem deixar a modernice do rock alternativo atual (que costuma ser chato e previsível) mais interessante ao misturá-la com a influência setentista.


Melanie - Gather me (1971)


O disco de 1971 já mostra pela capa que é de uma cantora comum dos anos 70: com um cabelo bagunçado, roupas de hippie, que com certeza toca no violão músicas para os fãs de Bob Dylan e Janis Joplin. Aí você começa a ouvir e é isso mesmo. Um som folk bem bonitinho, com uma voz agradável. 
A faixa Some day i'll be a farmer é como uma pré-Mallu Magalhães, tanto na voz, quando no modo de cantar, e até na letra sobre querer uma vida tranquila e monótona. A única diferença é que Melanie ousa chegar a tons mais altos, dando até uns gritos, coisa que a Mallu não costuma fazer.
Em Ring the living bell-shine a cantora segue um estilo um pouco diferente, com uma canção um pouco mais animada, onde sua voz foge da calmaria tradicional, deixando perceber que apesar de não utilizar sempre, ela tem uma capacidade vocal que poderia ser mais bem aproveitada. Porém, vale lembrar que a voz calminha faz parte do folk, ela não poderia fazer diferente.
Em geral Gather me não apresenta quase nada que já não tenha sido feita por outros tantos cantores de 60 e 70, mas para quem não procura novidade, e sim uma musiquinha agradável de se ouvir, é um bom disco.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Músicas para o dia dos namorados

Dia 12 de junho, aquele dia que serve como um lembrete para os solteiros de que a vida dele está errada, faltando alguma coisa. Dia em que os rapazes sem namorada pensam até em comprar um carro que possa atrair alguma interesseira, já que ele não consegue fazer com que nenhuma mulher decente goste dele; e as mocinhas sem namorado choram ouvindo Adele ou assistindo alguma comédia romântica americana. Os mais durões preferem usar argumentos como "se eu não passei o dia da árvore com uma árvore, não preciso de namorada para passar o dia dos namorados". Mas obviamente que isso é papo furado. Claro que precisa, todo mundo precisa.
O que nem todo mundo precisa é ficar depressivo e passar o dia dos namorados chorando. Existem pessoas que são felizes e tem um relacionamento. E para que estes casais possam deixar seu dia ainda mais romântico, nada como uma boa música que deixe o clima de amor ainda mais forte. Sim, música pode mudar o clima, afinal, caso não saibam, existem canções que falam coisas muito mais românticas do que "ai se eu te pego" ou as que te influenciam a lavar seu carro, regular o som e chamar a gata pra um tchêtchêreretchêtchê.
Uma das músicas mais românticas de todos os tempos e ideal para os casais apaixonados é Stand by me (Fique comigo), gravada em 1961 por Ben E. King, e que ficou entre as mais tocadas nos Estados Unidos em seu ano de lançamento. O título já diz tudo, a letra mostra um apaixonado dizendo que mesmo que aconteça qualquer coisa, como por exemplo o céu cair, as montanhas desmoronarem, enfim, tudo vai ficar bem desde que sua amada "fique com ele". Devido ao sucesso, na década de 1970 John Lennon regravou Stand by me, mas a versão original é muito melhor.






Para quem não gosta de "música velha" (embora seja quase um pecado chamar Stand by me de velha, já que a canção atravessou décadas sem perder seu romantismo), uma boa opção, um pouco mais moderninha mas também muito romântica é Cruisin (viajando). A canção, cantada por Gwyneth Paltrow e Huey Lewis, foi gravada para o filme Duets, de 2000. Com a frase "e se quiser, você terá pra sempre, não é pra ser só uma noite", a música é ideal para os casais que querem provar que o que sentem não é amor de carnaval.






Para quem prefere música nacional, temos a clássica "Eu não sabia que você existia", de Leno e Lilian, onde a dupla canta a história de alguém que encontrou seu par perfeito. 






Outra opção é "Pra sonhar", de Marcelo Jeneci, que com uma introdução utilizando o violão e a sanfona, já mostra todo o romantismo da música. Também cantada em dueto com uma voz feminina, a canção fala sobre alguém que quando viu seu amor passar ficou paralisado, perdeu a hora de voltar para o trabalho, mas está disposto a largar tudo para se casarem. Romântico, né?






E pra terminar, com um título parecido com a música de Ben E. King, que iniciou a lista, temos a canção Fique aqui comigo, do ex líder da banda Os Mutantes, Arnaldo Baptista. A música é da época em que o músico já havia deixado sua banda e passou a cantar com os roqueiros da Patrulha do Espaço. Tocada no piano, com um clima um tanto melancólico, que pode ser considerado normal para quem conhece a carreira de Arnaldo, mas bastante romântica, a letra da canção pede para que sua amada continue com ele, "até a noite cair".






Então, para os que não terão que passar o dia dos namorados sozinhos assistindo tv, basta se juntar com seu par, dar o play e curtir o clima romântico.
Quem não tem um par é melhor nem ouvir essas músicas. Vai ouvir punk rock e fingir que não liga pra dia dos namorados.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Dicas para sobreviver no ônibus

Então, depois que eu comecei a trabalhar, fui obrigado a criar um hábito que não fazia parte da minha vida nos tempos que eu ficava em casa de boa o dia todo. Agora eu sou obrigado a andar de ônibus. Eu sei que parece clichê ficar reclamando disso, então pra não falar aquilo que vocês todos sabem, eu quero fazer diferente. Em vez de apenas reclamar, eu vou fazer um

Guia de como sobreviver em um ônibus

1- Respeite a fila
O inferno começa antes mesmo de você entrar no busão. A fila já é um lugar bastante desagradável... até porque em alguns casos não é uma fila, e sim um monte de gente amontoada. Não sei se tem alguma coisa a ver, mas acho que nas grandes cidades isso não acontece. Deve acontecer onde eu moro, porque os moradores da minha cidade são uns caipiras mal educados que não entendem que fila é quando fica um na frente do outro.
Onde eu moro os caras fazem assim: todos ficam em qualquer lugar, como se nem se preocupassem com o ônibus. Aí quando ele chega, sai todo mundo correndo, que nem louco mesmo. Um atropelando o outro.
Na verdade, o que mais me incomoda é uma pessoa em especifico. Eu sei que citar essa pessoa aqui vai ser estranho porque estarei falando de um assunto pessoal meu, mas quem sabe ela lê esse post né. Aí pelo menos vai saber que eu a acho ridicula.
Estou falando de uma velha que todo dia de manhã pega o ônibus comigo, aí na hora de entrar ela sai passando na frente de todo mundo muito desesperada. Meu, nessa hora o busão nem tá lotado, sua velha. Ou seja, todo mundo vai sentar. E outra, você é velha. VE-LHA, entendeu ? Mesmo que seja a última a entrar, vai se sentar porque existe assento preferencial. É só chegar lá e falar “oi, eu sou uma velha”, aí a pessoa que está sentada vai ser obrigada a, gentilmente, levantar e dar o lugar pra você, como manda a boa educação, sua ridicula.
Nossa, isso sem contar que ela tem uma verruga na bochecha, credo.

2- Não sente em bancos com assentos duplos
Os assentos duplos parecem ser uma coisa legal. Quando a gente é bobo ficamos sonhando que uma dia vamos sentar lá e de repente uma moça linda vai sentar logo ao lado, e pronto, tem inicio um grande romance. Ou até mesmo uma gostosa qualquer que se sente ao seu lado e você fica na intenção de pegá-la (como se você pegasse alguma gostosa, até parece).
Mas não é. Se eu for considerar todas as vezes que eu peguei ônibus, acho que no maximo umas três vezes dei a sorte de sentar ao lado de uma gostosa. Na maioria das vezes é só gente que não me interessa ou gente chata que fica falando sobre assunto chato (religião, politica, clima, etc).
Por exemplo, outro dia uma gorda, daquelas bem gordas mesmo sentou comigo. Não quero parecer preconceituoso, não tenho nada contra gordos e sei que em muitos casos eles sofrem com a obesidade, que é uma doença que deve ser levada a sério... em muitos casos não quer dizer que é em todos. Existem também muitos gordos que só são gordos porque comem que nem um cavalo mesmo. Mas enfim, não tenho nada contra nenhum dos tipos de gordo (até porque eu não sou tããão magro assim), mas é que não cabia mesmo. Alias, se ela estivesse sozinha no banco ela já não caberia direito, comigo alí no cantinho então, ela ficou com metade da bunda pra fora do banco. E eu, fiquei completamente espremido no canto. Teve uma hora que eu nem conseguia respirar direito. A sorte é que eu estava com um guarda-chuva na mão, aí comecei a pressionar seu cabo contra o pulmão da moça, até que isso a incomodou e ela saiu graças a Deus.

3- Não deixe tomarem seu ferro de apoio
Aqueles ferros que tem no meio do ônibus, pras pessoas que viajam em pé poderem segurar, são extremamente úteis. Para pessoas como eu são mais uteis ainda. Porquê? Por que, vocês não devem saber, mas eu não sou um cara lá muito alto... Na verdade eu não sou nem um pouco alto... Na verdade eu sou muito baixo. Eu sou daqueles que tem que olhar pra cima pra conversar com uma pessoa mais... com qualquer pessoa na verdade.
Então pra não ter que segurar no ferro que fica na parte de cima, eu costumo segurar no que fica em pé. E não saio dele por nada desse mundo, é muito mais confortavel. Uma vez que você consegue segurá-lo, não deve deixar que o tomem de você.
Mas tem vezes que não dá pra evitar. Por exemplo, outro dia estava eu em paz segurando o ferro de boa. Aí de repente, chegou um cara que estava usando camiseta regata. Eu tentei me segurar e não deixá-lo tomar meu lugar confortável. Mas como ele estava de regata, enquanto tentava sutilmente roubar meu espaço, ele encostava seu triceps em mim. Devido ao excesso de nojo, acabei desistindo e deixando-o ficar com o ferro e terminei minha viagem pendurado no ferro do alto onde eu mal alcanço.
Para que isso não aconteça, é só ficar firme no seu lugar não deixando nenhum vagabundo tomá-lo de você. E caso veja que tem algum cara de regata com um triceps nojento de fora chegando. Coloque uma blusa. Assim quando ele encostar em você, pelo menos você não irá sentir aquela região tão suada que o triceps/ombro do cara, e depois é só chegar em casa e lavar a blusa.

4- CUIDADO
A ultima dica, parece até meio irrelevante, mas é a mais importante de todas. O ônibus, é um ambiente fechado, por isso, as pessoas estão lá dentro respirando o mesmo ar. O grande perigo disso, é quando um filha duma mãe inventa de ficar tossindo lá dentro. Beleza, tosse nem é nada demais. O cara não tá vomitando sangue, não tá espalhando AIDS pelo ar. Mas, você não sabe qual é a causa daquela tosse. Pode ser uma doença horrível.
Gente, pelo amor de Deus, se estiver doente, vai no médico, não vai passear de ônibus passar sua doença pra todo mundo.
A não ser que você esteja indo de ônibus para o médico, mas ainda assim, respeite o próximo, use uma daquelas mascaras que a galera usava na época da H1N1 (aquelas de Michael Jackson pós-operação). Ninguem é obrigado a levar tossida na cara e ficar doente por sua culpa.

Enfim, andar de ônibus pode ser difícil, mas é muito bom porque quanto mais ônibus tivermos nas ruas, menos carros teremos, e assim, a poluição será menor e o nosso planet... kkkkkkkkkk zuera né. Ônibus é horrível, o transporte mais lixo que tem. Assim que tiver a oportunidade compre um carro porque no seu carro não vai ter velha com verruga cortando sua fila pra entrar primeiro, não vai ter gente chata sentada no seu banco, não vai ter cara de regata encostando triceps em você, e se alguem tossir lá dentro, o carro é seu, você pode mandar a pessoa descer.
Carro só tem vantagem, a dica mais importante é essa: compre um.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Discos que eu ouvi #4

Dois álbuns completamente diferentes. Um pra quem gosta de uma coisa mais grosseira e outro pra quem curte musiquinha pomposa.


Voodoo Jive: The best of Screamin' Jay Hawkins


Como diz o nome, o disco tem as melhores músicas do precursor do Shock Rock, que com suas performances teatrais e macabras no palco, influenciou artistas como Alice Cooper, Kiss, e todas essas bandas que fazem do show um espetáculo teatral com o intuito de chocar. No palco, Hawkins usava acessórios de voodoo, saia de dentro de um caixão e cantava como um maluco.
Esse disco começa com seu maior sucesso, I put a spell on you, de 1956, que já define o estilo todo do disco. Gritos da voz potente de Hawkins e um som baseado no blues que por vezes é macabro e outras vezes parece que foi feito por alguém com sérios problemas mentais. A segunda faixa, Little demon, também merece ser citada. A música, que de longe se percebe que foi feita por volta das décadas de 1950 e 1960, é bastante animada e tem um refrão que seria algo como "hmbapmabmmba hmbababapmba" e outros gemidos indecifráveis. 
Entre as variações de som durante o disco, há músicas românticas, como Person to person, onde chama a atenção a força da voz de Screamin Jay Hawkins; e You made me love you, que apesar de ser uma musiquinha muito bonita, o vocalista também dá seus gritos estranhos. Em se tratando do fato de que o músico tinha a intenção de chocar, a faixa I hear voices é, nesse disco, a que mais consegue atingir o objetivo.  Orange colored sky , que ficou conhecida pela versão de Nat King Cole, e recentemente foi gravada por Lady Gaga, também está no disco, mas claro, com o estilo esquisito do Screamin Jay Hawkins. Em geral, o disco é um ótimo resumo da obra desse artista.


Fiuk - Sou eu (2011)


Óbvio que esse não é o meu tipo favorito de música. Ouvi o disco só porque gostei da música de trabalho, Quero toda noite, que tem participação do Jorge Ben Jor e sonoramente parece mais uma música do Ben Jor com participação do Fiuk. Mas quando ouvi o álbum todo, acabou que não achei ruim não.
Em geral as letras são fracas e o Fiuk não é um grande vocalista. Quanto à sonoridade, é um disco "a procura da batida perfeita". Ele passa por diferentes estilos tentando acertar, algumas vezes acerta.
O disco começa com Cada um na sua,  que assim como Nada vai me parar, é uma música que se fosse cantada por um cabeludo ou algum roqueiro moderninho e tivesse guitarras um pouquinho mais distorcidas, seria considerada "rock" por todo mundo, mas como é cantada pelo Fiuk, provavelmente os modernões hipócritas vão falar que é "emo pop de viado". 
A faixa título é uma canção romântica completamente comercial, mas isso não quer dizer que é ruim. Ao contrário de Sempre mais, que segue a mesma linha, mas tenta ter uma sonoridade forte, coisa que a voz de Fiuk não consegue acompanhar. Mais calma ainda são as faixas Foi preciso você e Quando lembrar, que apesar de ter uma cara de trilha sonora da Malhação é agradável de se ouvir. Nela a voz do cantor se encaixa melhor.
O destaque fica para As vezes sou tão criança, que de início parece ser uma música do Lulu Santos. Do disco todo é a faixa com a melhor letra (o que não é tão difícil, já que as outras são muito fracas). E o disco se encerra com uma boa versão de Blowin in the wind, de Bob Dylan. Apesar de algumas coisas, é um bom disco, possível de se ouvir mais de uma vez.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Hologramas que eu queria que fizessem

Apesar de ter sido há um tempo, eu ainda não me conformei com aquela história do holograma do Tupac. Sim, um monte de gente achou legal, mas eu não consigo ver graça em assistir uma pessoa que já morreu fazendo show. Tanto (tá, nem tanto) rapper legal que existe por aí atualmente e tem gente que fica querendo ver os que já morreram, ahh faça-me o favor. 


O tupacão, ficou igualzinho


Mas enfim, depois disso, alguns estão dizendo que logo acontecerão mais shows de hologramas, o que eu acho babaquice, mas já que vão fazer de qualquer jeito, eu vou dar umas sugestões aqui dos


Próximos hologramas que eu gostaria que fizessem


MUSSUM: O holograma do Mussum seria simples, ficaria em algum lugar (poderia ser qualquer lugar, rua, TV, etc) parado e falando "Cacilds" o tempo todo. O legal de ter esse holograma é que, primeiro, a gente teria alguma coisa pra rir, já que hoje em dia esse negócio de humor tá meio difícil, e segundo, vocês não precisariam mais ficar fingindo que acham graça naquele Mussum do Twitter, era só rir do holograma e já era.


MICHAEL JACKSON: "Aaaahhh nossa, é verdade, seria legal ver mais um show desse artista tão completo" meu, nada a ver. Legal era fazer o holograma dele dançando errado só pro pai dele ficar bravo e ir lá dar chicotada, aí como era holograma ele não ia acertar né, lógico kkkk sei lá, imagina a cena o chicote passando direto.


BUSSUNDA: As piadas que o holograma faria seriam as mesmas que ele fez na TV enquanto estava vivo (ih, ó o cara aí), mas isso não é problema. Se vocês não gostassem de piada repetida teriam parado de assistir Chaves há muitos anos. Aí era só colocar ele no Casseta toda semana e vocês poderiam voltar a assistir e achar engraçado.


JOSÉ SARNEY: Eu sei que ele não morreu, mas aí quando ele morresse era só não contar pra ninguém e deixar o hologramão lá no senado, fingindo que era a pessoa de verdade. Pra que isso? Só pro Marcelo Tas ter que ficar fazendo o comentário "e o Sarney lá" sempre que alguém morresse, pro resto da vida dele, achando que o Sarney é imortal.


MAMONAS ASSASSINAS: Seria bom holograma deles porque aí o Domingo Legal teria o que passar toda semana e não precisaria ficar mostrando David Brazil, essas coisas.


BRITNEY SPEARS: O bom desse holograma é que já que ela sempre usa playback mesmo, pelo menos não ia ter que ficar em cima do palco só mexendo a boca. Já que é tudo gravado mete logo um holograma no bagulho e deixa os trouxas pagarem pra ver um show de holograma (pra quem paga pra ver playback ia dar na mesma). Enquanto isso ela poderia ficar lá na casa dela só descansando e sendo linda.


essa é de verdade ou holograma? sei lá, pegava de qualquer jeito


Mas lógico, tem holograma também que, pelo amor de Deus, não façam nunca.


Hologramas que eu nunca quero que façam


JOHN LENNON: Ia fazer show, normal, igual foi o do Tupac. O problema é que certeza que ia ter fã maluco que ia tentar atirar no holograma, mas como é só uma imagem a bala ia passar pelo meio né, claro. Só que vai que tem alguém atrás, do holograma bem na hora, aí já viu = (


KURT COBAIN: Aff já não basta ter visto ele cantando enquanto era vivo ainda vai ter que ver mais, para meu.


HITLER: Não preciso nem falar porque né.


ALBERT EINSTEIN: Sai fora, vai que o holograma inventa de fazer uma bomba atômica nova.


Mas de qualquer jeito, mesmo tendo vantagens, eu acho meio bobo esse negócio de holograma. Acho que ia acabar dando problema, os jogadores iam dizer que era holograma quando fossem vistos na balada na noite antes do jogo, os políticos iam ficar colocando hologramas pra fingir que estão trabalhando no lugar deles enquanto eles estão em casa jogando buraco. Isso sem contar que uma hora ou outra esse programa de fazer holograma ia cair na mão de algum mau caráter que ia ficar montando holograma de, por exemplo, atriz da Globo fazendo sexo, padre usando droga, etc.
Por essas e outras que eu não curto hologramas. Só que se vocês curtem eu vou fazer o que, né? Não fazendo meu, to nem aí. Só que eu nunca vou pagar pra ver uma imagem de mentira cantando, é mais fácil assistir um vídeo logo. 


@RafaelRoochaa

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mulheres que se vazassem fotos nuas não seria tão ruim assim

O assunto do momento, como todo mundo sabe, é que aquela atriz lá que raspou a cabeça tirou umas fotos pelada e tals. Aí vem a discussão "nossa, aposto que foi só pra aparecer na mídia" ou "ah achei/nem achei ela muito gostosa", mas enfim, eu nem ligo pra essas discussões. Esse post é só pra falar que eu tava pensando em umas outras moças que, pow, não custava sair umas fotos pelada também. Então fiz uma lista copiando o título de um quadro do CQC.


TOP 5 - Mulheres que se vazassem umas fotos nuas não seria tão ruim assim


5 - Gisele Bundchen


A Gisele Bundchen, sei lá, tem gente que fala que ela nem é tão bonita assim. Bom, pra mim quem fala isso só pode ser idiota ou uma mina invejosa. Mas mesmo que ela não seja tão bonita, ela era considerada (ou é ainda) a melhor das melhores né. Tudo bem que ela já não é mais a mesma que era na época que namorava o Titanic lá, mas vai dizer que você não acha ela mó gata no comercial do Shampoo (xampú).
Pelo que eu procurei, ela até posou completamente nua, mas com essas tatuagens, que aí não adianta por que não dá pra ver nada (e também porque mulher muito tatuada tem cara que não curte muito); e em uma revista aqui, mas o dia que isso for "posar nua", aff aí deixa quieto.
Então ela fica em quinto lugar das minas que se saísse umas fotos aí a gente não reclamava não.


é ela  mesmo? mas se for não vale porque tá embaçado




4 - Mariana Ximenes


É outra que também já não é mais aquela Bionda de antigamente, mas ainda assim é uma das mais bonitas da TV. Desde que foi a Bionda na novela Uga Uga todo mundo paga pau pra ela. Depois ela fez a feínha que ficou bonita na novela Chocolate com Pimenta, a funkeirinha Rá-issaaaaa (Casseta e Planeta, é nóis) em América, e um monte de outras (só lembrei dessas), mas em todas suas personagens, a característica principal é que ela era sempre muito gata.
Ela fez aquele filme, Muito gelo e dois dedos d'água, que até aparece alguma coisinha, mas não aparece tudo que... é, tudo. Então é uma também que tipo,  se tirasse as fotos né, podia ser legal.


ela na revista Rolling Stone

3 - Claudia Leitte

Não sei vocês mas eu acho essa a cantora mais linda do Brasil. É tipo uma Ivete Sangalo, só que bonita. Como ela dança, claro que tem um corpo em forma, tem um rosto bonito, parece ser simpática, faz umas gracinhas quando aparece na TV, então ela é a típica mulher que não existe nenhum homem que não admire.
Nunca posou nua, nunca apareceu em filme, se já saiu aquelas notícias de "pagou peitinho" eu não vi, então né, se vazasse as fotos seria novidade pra todo mundo.

as montagens que os caras fazem

2 - Isis Valverde

Essa acho que todo mundo paga pau, não tem nem discussão. Quando interpretou a Ana do Véu na novela Sinhá Moça, passou boa parte da história usando um véu cobrindo seu rosto (daí o nome da personagem). Na hora que tirou foi quando todo mundo falou "nossa mas é bonita mesmo". Depois ela fez a Rakelly, na novela Beleza Pura, que era uma personagem burra e fofinha, aí que ela se consolidou como musa e sex symbol.
Isis até chegou a fazer umas fotos sensuais, mas, fotos sensuais é a mesma coisa que nada. Então, não que eu esteja pedindo pra deixar vazar, mas se um dia tirar umas fotos, Isis, imagina se elas vazassem.

Foto sensual, ahh noooosa, foto sensual que grandes coisa

1 - Sandy

Lógico que algum tonto vai falar "credo aquela coisinha sem sal", mas amigo, amigow, escuta aqui, o dia que você pegar uma mina que seja metade do que a Sandy é, aí a gente conversa, ok?
A Sandy é o tipo de mulher que, por mais que envelheça, sempre vai ter o cabelo bonito e brilhante, sempre vai ter a pele lisa, sempre vai usar os gloss mais atraentes, e sempre vai ter a voz e o jeitinho mais fofinhos que existem.
Pra vocês terem ideia do tanto que nunca viram nada dela pelada, a coisa mais sexy que tem dessa menina é ela fazendo um comercial sem graça de cerveja, e ela falando que dá pra sentir prazer anal, e olha que foi um comentário bem "ah, sei lá, se pá até dá viu".
Sendo assim, se vazasse fotos da Sandy, seria a coisa mais surpreendente do universo. Mas sei lá, pensando bem, Sandy, nem tira essas fotos, senão você vai deixar de ser fofinha... ah não, é só tirar a foto pelada normal, mas usando gloss e rímel, aí continua fofinha... é, não sei. Ah, você que sabe, se quiser tirar tira.

outra montagem, ai esses caras

Eu acho que as principais são essas. Mas sei lá, vocês famosas, se acharem que esse negócio de tirar foto estraga a carreira, nem tira, deixa quieto. Mas eu dou uma dica: se estragasse, ninguém posaria pra revistas masculinas. Então se acharem que, ah, uma fotinho não faz mal a ninguém, se der pra vazar aí a gente agradece.
E vocês que postaram as fotos de todas famosas que já vazaram, se elas não curtiram apaga aí cara, por favor.
E é isso, espero que tenham gostado da lista, se alguém quiser sugerir outra mina que poderia vazar fotos, sugere aí no comentário.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Discos que eu ouvi #3

Discos para quem gosta de hip-hop, soul, country e Chico Anysio


Black Junior's - Break (1984)


Tive curiosidade de ouvir esse álbum porque soube que era o primeiro disco de RAP brasileiro. Depois descobri (por aqui)que, na verdade não se sabe exatamente onde foi o início desse estilo musical no Brasil. Mas sendo ou não o primeiro, Break é de grande importância para o RAP nacional. 
Neste disco é possível ouvir a sonoridade dos anos 80 e conhecer um pouco mais sobre o início do gênero no Brasil. Ao contrário do que é comum hoje em dia, as letras não falavam sobre crimes, racismo, violência, e tudo aquilo que ouvimos hoje. Na maioria das vezes eram letras românticas, cantadas em uma batida animada. 
Também ao contrário do que se pode ouvir hoje, estas letras românticas não eram como as de artistas como Emicida e Projota. Eram menos trabalhadas, mais simples, e pode-se dizer até que eram mais infantis. Mas provavelmente a ideia do disco era essa, afinal, os integrantes do grupo eram todos muito jovens. Não seria tão convincente ver um adolescente cantando letras complexas sobre amor.
O destaque fica para Mas que linda estás, o grande clássico do Black Junior's




Camille Yarbrough - The iron pot cocker (1975)


Esse álbum tem muito do que já se espera quando se vê um disco de uma cantora negra dos anos 70, e justamente por isso é muito bom. Com elementos do funk, soul e jazz, uma das coisas que mais chama a atenção é a forte presença do baixo. A voz de Camille varia entre um canto forte e algumas narrações. 
Em algumas faixas a sonoridade chega a ser um tanto psicodélica; como em All hid, onde ao misturar as narrações com a linha de baixo, que segue o estilo soul dos anos 60, a música fica com um clima tenso.
As faixas que merecem destaque são Ain't it lonely feeling, uma música romântica com um pouco da melancolia do blues; e Take yo' praise, a melhor e mais conhecida do disco. Nela o baixo também tem muito destaque, a voz de Camille é bem explorada, e em geral a música já mostra influência do jazz e funk.


Tor Tauil - Você faria o que eu fiz? (2007)


Assim como o primeiro disco solo de Tor, Maus hábitos e promessas quebradas, esse é um álbum puramente de country, com total influência de cantores americanos deste gênero, e da música sertaneja brasileira. As letras, bem diferentes do que ele faz no Zumbis do Espaço, falam geralmente de amor, bebidas e desilusões.
Algumas faixas, como Um caçador e Fugitivo mostram uma certa sensação de arrependimento do passado e dificuldade em encontrar seu próprio lugar. Lembrando que essas características também são vistas no disco anterior de Tor.
Merecem destaque as faixas Um drink com você, basicamente uma declaração com uma letra simples e melodia romântica; a triste Dias de gloria e Homem novo, que conta com guitarras que a deixam mais pesada que o restante do disco. A música conta com uma ótima letra e está entre as melhores do disco. Também vale citar a versão country de Carcaça de um outro alguém, a já conhecida música do Zumbis do Espaço.




Baiano e os novos Caetanos - Baiano e os novos Caetanos (1974)


Soube da existência desse disco quando assisti o Quatro Coisas (de fato, um dos melhores canais que eu já vi no youtube) sobre Chico Anysio. Por ser do Chico e Arnaud Rodrigues, a primeira coisa que eu pensei é que seria um álbum com letras engraçadas e cheio de humor. Algumas vezes é possível ouvir palmas e risos, mas isso acontece em poucos momentos. 
Em geral, o disco apresenta músicas de ótima qualidade, que misturam diferentes gêneros como o samba, sertanejo e ritmos nordestinos. Em alguns momentos é possível perceber até a presença do rock progressivo, principalmente em Dendalei. As letras, em sua maioria, usam o bom humor para esconder as críticas à ditadura e ao governo.
Os destaques ficam para Ciranda, onde a narração de Baiano (personagem interpretado por Chico Anysio na banda) é feita sobre um ritmo calmo e agradável; Folia de rei, que mostra influencia da música sertaneja e de bandas progressivas nacionais dos anos 70; e Selva de feras, onde a influência nordestina fica explicita, principalmente pelo uso da sanfona.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cabelo da Panicat Babi

Como eu estou ouvindo falar nesse assunto chato faz mais de uma semana, resolvi fazer um post sobre isso pra poder dizer o que eu acho sobre o cabelo da Babi.
Só pra começar, eu não ligo. Se eu ligasse tanto como a maioria das pessoas que eu vi comentando esse assunto, como se fosse a coisa mais importante do mundo, teria escrito esse post no dia que o Pânico exibiu essa "monstruosidade", como estão dizendo por aí.
Na verdade a minha opinião é essa, eu não ligo e vou continuar curtindo o Pânico. O que eu quero é entender as opiniões sobre tudo isso, já que cada um falou uma coisa.


Sobre os homens
Obviamente que para os homens, o fato da Panicat ter raspado a cabeça não influencia em nada. A bunda dela continua a mesma. 
Parece um comentário bobo, mas nenhum homem olha para o cabelo dela. Raspou a cabeça? Sim. A bunda continua do mesmo jeito? Sim. Então tá ótimo.
Não adianta fingir, esses caras que assistem Pânico (podem me incluir nesses caras) querem é ver a bunda da Babi. Só isso. Não me venha com papinho de que "mulher não é só bunda". Nesse caso é sim. Se quiséssemos algo a mais que isso, certamente não estaríamos assistindo Pânico.


Garanto que alí embaixo ainda está do mesmo jeito, então relaxem, caras


Sobre as mulheres
Obviamente que para as mulheres, o fato da Panicat ter raspado a cabeça não influencia em nada. A inveja continua a mesma. 
Por mais que neguem, mulher é um ser extremamente invejoso. Se você, que está lendo isso, for uma mulher, aposto que ficou super feliz quando viu que o cabelo da Babi ia realmente ser raspado. Foi o único momento que pensou "ah, agora sim eu fico mais bonita que essa aí". Mas também aposto que chorou de inveja quando viu que mesmo careca ela continua mais bonita do que você.


De qualquer jeito é mais bonita que você


Sobre o Pânico
Obviamente que para o programa, o fato da Panicat ter raspado a cabeça não influencia em nada. A audiência continua a mesma
Claro que disseram por aí que "fazer uma crueldade dessa com a menina em rede nacional" foi só para ganhar audiência, mas pra quem não sabe, a audiência do programa está ótima. Obrigada.
Talvez tenha sido somente pra mostrar para os fãs e telespectadores que, apesar de terem mudado de emissora, vão continuar fazendo essas coisas de maluco, como sempre. Mas não sei como alguém que já assistiu Pânico conseguiu se chocar com isso. Foi SÓ MAIS UMA entre tantas bizarrices. Já era pra estarem acostumados. Ou vocês acharam normal quando colocaram uma menina pra arrotar na cara das pessoas, tatuaram o rosto do Bolinha na cabeça do Bola, invadiram enterros, etc, etc... acham normal tudo isso? O Pânico sempre foi assim. Quem não gosta é só colocar no Fantástico e não encher o saco.


Sobre a Babi
Obviamente que para a Babi, o fato de ter raspado a cabeça não influencia em nada. O dinheiro que ela recebe continua o mesmo. 
Não sejam burros, por favor. Aquilo é televisão. Vocês acham realmente que pegaram ela de surpresa e falaram "olha, a gente vai raspar a sua cabeça", e ela aceitou assim, na boa? Sério, que mulher aceitaria ficar careca de uma hora pra outra sem nem ter um tempo pra tomar uma decisão? NENHUMA MULHER.
Pra quem não percebeu, lógico que ela chorou quando o cabeleireiro passou a maquininha. Mas aí entraram os comerciais, e quando o programa entrou no ar novamente, Babi já estava com um simpático sorriso no rosto enquanto fazia aquela típica dancinha das Panicats, que consiste em mexer o quadril.
Se estava tão triste como conseguiu sorrir???
Volto a dizer, aquilo é televisão, provavelmente ela havia sido informada com antecedência que isso aconteceria, quem sabe tenha até assinado algum contratinho, onde permitia que fizessem o que fizeram. Não sei, mas acho que é preciso pensar um pouquinho antes de sair acreditando em tudo.


Sobre o público
Obviamente que para o público do Pânico, o fato da Panicat ter raspado a cabeça não influencia em nada. O Pânico continua o mesmo. 
Não sei se todo mundo concorda, mas, pelo menos eu, que sou telespectador do Pânico, gostei de tudo isso. Creio que muitos outros tenham gostado, afinal, que assiste Pânico quer ver essas bobagens. Caso contrário, estaria assistindo um programa mais inteligente, correto?


Eu ia falar sobre as pessoas que disseram (postaram no facebook, claro) que essa atitude do programa ofendeu as mulheres com câncer, "que precisam raspar o cabelo por causa de uma doença, enquanto o Pânico raspa por audiência". Mas eu achei tão sem sentido essa afirmação, que nem sei direito como falar sobre ela.
Não sei se foi por burrice minha, mas eu não consegui ver nenhuma ligação entre os fatos. Partindo dessa ideia, quando um programa faz algum jogo onde o participante tem que usar venda, ele está desrespeitando os cegos? Não, não tem sentido nenhum. Assim como não tem sentido o que estão falando sobre o Pânico.
E pra completar, a própria Babi disse que talvez isso pudesse servir como apoio às mulheres que perderam o cabelo por causa do tratamento do câncer, pois ela mostrou que um cabelo não é tão importante assim, e que uma mulher pode continuar bonita mesmo careca. Sei lá, achei o comentário (que foi feito por uma Panicat hein, que muitos consideram sinônimo de "mulher burra") mais inteligente do que a reclamação que estava sendo feita no Facebook.


@RafaelRoochaa

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Livro: A verdade por trás da fantasia do pornô - Shelley Lubben

"A verdade por trás da fantasia do pornô" é a autobiografia de Shelley Lubben, uma ex-atriz pornô que atualmente preside uma fundação chamada Pink Cross Foundation, onde se dedica a ajudar pessoas a saírem da indústria pornográfica.
O livro tem esse título justamente por causa da "ilusão" que, segundo a autora, é vendida às atrizes em começo de carreira, onde os profissionais da área dizem que elas terão uma vida de glamour e fama. O que, de acordo com Shelley, não acontece. E também por que, ao contrário do que pensam os fãs e consumidores deste tipo de material, a autora diz que nenhuma atriz gosta de estar fazendo uma cena. Por mais que as imagens não mostrem isso, segundo ela tudo é atuação. 
Claro que isso parece óbvio. Na verdade é fácil de se imaginar que não é tão confortável estar em frente a uma câmera fazendo sexo, com pessoas observando, um diretor dizendo o que você deve fazer, um cinegrafista tentando focar nos seus melhores ângulos (que neste caso provavelmente será em sua vagina), um operador de áudio segurando um microfone para captar o som dos seus gemidos, e tudo isso sem contar o fato de que talvez você nem conhecia o cara que está na cama com você.
Sim, claro que é óbvio. Mas o fato interessante é que Shelley conta detalhadamente como é a preparação para uma cena, o que acontece antes, durante, e depois das gravações. Ela fala sobre a época em que participava dos filmes pornográficos, usando  o pseudônimo de Roxy, afirmando que durante suas cenas, atuava sob a ilusão de que estava dominando o homem com quem contracenava, de modo que conseguia fingir para si mesma que estava sentindo prazer em participar daquela cena, fazendo com que tudo parecesse real.
Além disso, o livro tem um grande apelo emocional, fazendo com que o leitor sinta certa empatia com a autora. Isso provavelmente porque ela estudou comunicação, então sabe se expressar de maneira bastante convincente, e também porque hoje ela é uma pessoa religiosa, e pessoas religiosas sempre estão preparadas para convencer e conquistar usando a questão emocional em seus discursos.

Também é interessante o fato dela citar que é bastante comum o uso de drogas entre os profissionais da indústria pornográfica. Shelley explica que muitas atrizes que fazem filmes onde existe brutalidade nas cenas (nos casos onde apanham, são enforcadas, etc), costumam fazer uso de drogas para aliviar dores, mas em diversas vezes acabam se viciando. E além disso, algumas usam medicamentos para conseguirem lidar com os traumas de serem humilhadas nas cenas.
O livro fala ainda sobre outros temas, como mortes precoces, uso exagerado de álcool, suicídios, homicídios, DSTs, e diversos problemas que acontecem com grande parte de atores de filmes pornográficos, sempre baseada em dados e exemplos, o que dá bastante credibilidade às suas citações.
A história de vida da autora, que é o foco central do livro, é cheia de traumas e problemas, que segundo ela, foram de grande influência em sua entrada na indústria pornográfica. No decorrer da história ela cita passagens de quando teve que se prostituir, dançar em clubes de striptease, e diversos outros problemas que tornaram suas experiências com sexo traumáticas, até conseguir superar tudo e ingressar na vida religiosa.

Por fim, pode-se considerar que o livro é interessante para os leitores dos mais diferentes interesses. Nele se encontra conteúdo relacionado ao sexo, ideal para quem quer entender como funciona a indústria por trás disso tudo; religião, e superação, já que a autora mostra que passou toda sua vida tentando superar seus traumas. É possível dizer que o livro tem até uma pontinha de auto-ajuda, justamente pelo fato de mostrar como a insistência pode vencer um trauma.


@RafaelRoochaa