domingo, 5 de julho de 2015

Between - Jennette McCurdy atuando fora da comédia

A história dessa série produzida pela Netflix se passa em Pretty Lake, cidade onde se espalha um vírus misterioso que mata todos os maiores de 22 anos. Só 22, quem tem até 21 fica tranquilaço, com exceção do fato de ter que ver os pais, avós, professores, todos morrendo, tudo vai ficar bem.
Vendo todas as mortes, o governo isola o local em quarentena, para que ninguém entre ou saia, evitando que o vírus mortal se espalhe ainda mais. Assim, os moradores locais ficam presos e a espera de uma solução, de uma cura, ou, na pior das hipóteses, da morte.
Enfim, não é preciso saber muito sobre Between para perceber que a trama já é baseada em um clichê conhecido de outros filmes ou até naquela saga das revistinhas do Batman chamada Terra de Ninguém, que saiu no final dos anos 90; e nos primeiros minutos assistindo também se nota outros clichês, mas nos personagens. Wiley Day, interpretada por Jennette McCurdy (sim, a Sam de iCarly) é uma adolescente filha de um pastor que está grávida e bastante desesperançosa com a vida. A típica jovem rebelde que tem muito a aprender sobre a vida e no decorrer da série vai "vivendo e aprendendo".
Fora ela, há também o nerd abobalhado que serve para ajudar a desvendar o mistério sobre o vírus; uma irmã certinha e carola que  está lá para se preocupar com a Sam Wiley; um playboyzinho que se acha dono da cidade e um traficante que acha o mesmo. Enfim, fora a personagem de Jennette, os outros estão lá só para que a história possa acontecer, mas nenhum deles é tão envolvente.

Wiley e Roonie, os personagens mais interessantes da série
O que prende a atenção do espectador mesmo são os mistérios, como a dúvida sobre o por que de nenhuma pessoa que tenha até 21 anos ser afetada pelo vírus, quem é o pai do filho da Wiley (cara de sorte, diga-se de passagem. Uma loirinha cocota dessas não é pra qualquer um) e como eles vão sair dessa, já que ao que tudo indica, o problema não tem cura.
Além da parte misteriosa, há também a questão que gera a ação na série, que é o fato de que quando a cidade é isolada, vira uma terra de ninguém (a referência da revistinha do Batman aí de novo). A lei acaba, a turminha do playboyzinho quer manter a justiça com as próprias mãos, o traficante viciado quer fazer o que fazem os viciados, e aí começa uma guerrinha entre alguns moradores de Pretty Lake.
Com relação à produção, como tem sido comum nas séries da Netflix, há um cuidado impecável com detalhes. Com um aspecto frio, sempre acinzentado, com poucas cores vivas, é possível sentir o aspecto de abandono do local e entrar no clima da história. A direção de fotografia, bastante focada em planos psicológicos, também ajuda a entender como estão se sentindo os personagens que passam por aquela situação, onde veem seus pais morrerem e não conseguem ter nenhuma certeza sobre o que acontecerá com eles mesmos.
A qualidade da atuação também é um dos pontos positivos da série. Algumas críticas chegaram a dizer que os personagens são frios e sem vida, sem emoção, mas isso também pode ser visto como algo proposital, já que a decisão está bem de acordo com a estética da série. Tudo é sem vida, sem cor. Between não é um drama onde o espectador sente pena dos personagens a todo momento e irá chorar no final, mas sim uma história de personagens que estão mais envoltos pela dúvida do que por qualquer outro sentimento ou pensamento. Por isso o clima de preocupação é mais forte que as emoções.

Jennette em sua personagem mais famosa
ao lado de Ariana Grande (Cat)
Também é interessante observar Jennette fazendo uma personagem extremamente daquela com a qual ficou conhecida, que é Sam, a garota maloqueira, bem humorada e com ficha na polícia que fez parte das séries iCarly e Sam e Cat, ambas da Nickelodeon. Wiley não tem o mesmo ânimo e bom humor, está sempre preocupada, triste e é bastante negativa e pessimista em relação a tudo. Mas a atriz consegue convencer, fazendo com o que o espectador chegue a sentir asco de uma menina tão pra baixo no decorrer da trama.
Em geral, Between é uma série de qualidade e que consegue prender a atenção de quem gosta de mistério e consegue entrar no clima da história. O único problema é que a solução do caso não é tão interessante e nem surpreendente quanto se espera e que o final também fica um tanto em aberto, dando algumas possibilidades ruins para a continuidade da história. O lado bom é que isso pode ser gancho para uma segunda temporada, que seria bem vinda, já que a primeira contou com apenas seis episódios.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Previsões para 2013

Então, pra quem não sabe, além de Cara Que Escreve Em Um Blog Na Internet, eu também sou astrólogo, aí que eu tava dando uma olhada aqui nas estrelas e pude prever, pela posição em que elas estavam, algumas coisas sobre como será a internet nesse ano que vem chegando. Só tinha uma estrela que estava meio que se mexendo então eu não sei se era avião, mas isso não muda o resultado da previsão, enfim...
A notícia triste que eu tenho é que em 2013 a web não será tão diferente do que foi em 2012, 2011, 2010, etc, etc, etc. Tudo bem que esse ano pelo menos algumas coisinhas vão mudar por aqui, já que não teremos mais piadas sem graça sobre o fim do mundo, sobre o Corinthians não ter Libertadores, sobre a morte do Niemeyer, e quem sabe, se Deus quiser, o Sarney também não morre, acabando com todo o estoque de piadas do Marcelo Tas, vamos torcer!
Mas fora isso, nada vai ser tão diferente do que foi. O ano todo já tem um esqueminha, tipo destino, que vai acontecer e não tem como evitar. Então seguem algumas previsões sobre a internet em 2013:

O ano já começará mal, com a galerinha de 15 anos que curte One Direction, Projota e Pollo destruindo nosso querido Twitter com posts e hashtags sobre essas porcarias. Aliás, porcarias é o que não vão faltar em 2013, já que entra ano, sai ano, seus amigos do Facebook continuarão compartilhando Tirinhas Meme sem graça e frases de auto-ajuda feitas para gordinhas que ouvem Adele e choram vendo comédia romântica.

#ProjotaNossoManoBrownDaNovaEraDoRapBrazuca

Outro grande problemão que pega a internet logo no começo do ano é a estreia do Big Brother. Não que o programa seja ruim, eu não tenho nada contra, até gosto. E se eu não gostasse, ele não me incomodaria, afinal tenho um controle remoto que me dá diversas opções de canais caso eu não queira assistir alguma atração da Rede Globo. O problema mesmo é que tem uma turminha intelectual no Facebook, que provavelmente só tem um canal em casa, que não consegue passar uma edição do Reality sem ficar reclamando na internet, dizendo que o programa é pra "quem não tem cultura". Eu sinceramente vou aqui estar torcendo pra nessa edição  ter é umas minas bem gatas pra saírem na Playboy depois e to nem aí.

Quem odeia a falta de cultura da TV curte e compartilha

Outra coisa que, assim como nos anos anteriores, vai incomodar a galerinha inteligentona e pseudo-fã de MPB é o carnaval. Só vai ter tonto dizendo que é "falta de cultura", "vulgarização da mulher brasileira" ou qualquer um daqueles argumentos do vídeo da Rachel Sheherazade. Também é a época de ver que nossas musas podem virar monstros com fantasias e maquiagens de carnaval horríveis. Se o ano estiver bom, sai umas fotos de "ooops" no Ego com alguma famosa tipo Isis valverde ou Sabrina Sato pagando peitinho nos desfiles. Se estiver ruim, uma atriz tipo Suzana Vieira é quem vai deixar o seio a mostra, mas aí é só não clicar no link e segue a vida.

Os intelectuais odeiam essa moça

Também é certeza que na Internet 2013 teremos o grande humorista Rafael Bastos fazendo merda. temos um ano todo pela frente, vocês acham que agora que ele não está mais na TV, e sim na internet, esse lugar que "te dá mais liberdade", ele não vai falar alguma bobagem forçada pra tomar mais um processo? Eu não tenho dúvidas.

#HumorSem #Limitesss


As estrelas me mostraram aqui que nesse ano, noooovamente, os roqueiros modernos vão ficar reclamando nas redes sociais sobre o preço do Loolapalooza, dizendo que é absurdo, sem considerar que pela quantidade de banda que vem, se cobrassem R$ 1 milhão de reais ainda estaria barato (tudo bem que é só banda bosta [foi a posição das estrelas que falou isso], mas se os caras gostam que que eu vou fazer ?).

Loolapalooza, o festival onde se paga R$ 900 pra ver bandas que tocam de graça no Sesc

Com a chegada de novos prefeitos, vem também o aumento da maldição dos Revoltados de Facebook, que farão as mais Críticas&Revolucionárias reclamações sobre suas cidades, como se o prefeito estivesse lendo aquilo. E como estamos há um ano do tão esperado 2014, a babaquíssima frase "se está assim, imagina na Copa" vai ser utilizada com muito mais frequência, tornando cada vez mais a internet um lugar desagradável de se viver.


Espero que as previsões ajudem a vocês se prepararem para os males que vão nos pegar no ano que vem, e feliz ano novo !!!

@RafaelRoochaa

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O dia que eu fui no cinema pornô

Eu já falei isso em outros posts, mas pra quem não sabe, eu estudei jornalismo. Se você estiver lendo em 2012, ainda sou estudante. Se ler em 2013 eu já sou formado... Enfim, meu TCC, foi um vídeo-documentário sobre pornografia. Pra isso entrevistei algumas pessoas legais, atrizes do cinema adulto, profissionais que me falaram sobre o assunto, etc, etc. Até aí tudo ok.
Mas um dia, eu tive que fazer algumas imagens para colocar nesse documentário e, pra isso, fui a um lugar que achei que jamais entraria na minha vida: Um cinema pornô. E para outros que também nunca foram a esse lugar, descreverei o ambiente que encontrei.

Claro que eu não vou falar o nome do cinema que eu fui por que não sei se o segurança de lá (vou falar sobre ele mais abaixo) pode vir atrás de mim, mas é localizado no Centro de São Paulo. Como estava pegando imagens pro documentário, queria filmar a fachada do cinema, mas foi bem difícil, já que tinha um grupo de três amigos parados bem na frente... o que me surpreendeu, pois eu achava que ir a um lugar desse era algo que as pessoas faziam escondidas, e não que ficavam lá na frente batendo um papão furado antes de entrar, de modo que qualquer um pudesse vê-los. Depois, um cara com roupa escrito "manutenção" nas costas saiu, ficou fumando na porta, e voltou lá pra dentro. Ou seja, as pessoas não tem vergonha de que vejam que elas vão ao cinema pornô.

Depois de fazer as imagens da frente, resolvi entrar pra filmar lá dentro. Eu estava com um amigo, mas não queria entrar junto com ele, pras pessoas não olharem e pensarem que eramos gays (nada contra) e iríamos fazer sexo lá dentro. Mas eu também não queria ser desagradável e falar "cara, não quero que você entre". Então, como eu estava com um guarda-chuva na mão eu falei "cara, vou entrar, você fica aqui segurando meu guarda-chuva?". Eu senti medo de que ele falasse "não, entra com o guarda-chuva que eu vou entrar também", mas graças a Deus acho que ele não pensou que não havia nada de errado em eu entrar segurando meu guarda e aceitou meu pedido.

Aí eu entrei lá sozinho. Como não sabia onde ir, fui perguntar pra um velho que estava sentado, onde eu deveria comprar minha entrada. Quando ele foi me responder, tive a impressão que ele não tinha olho, mas não posso afirmar com toda certeza. Aí ele me mostrou onde eu deveria ir.
A atendente era uma moça, digamos, acima do peso, cabelo tingido, camisa de rockera que deixava aparecer parte da barriga (reforço que ela estava acima do peso) e mascando um chicletão que eu não consegui ver qual sabor que era. Aí eu vi que a entrada custava alguns reais (que eu não vou citar quanto por que vai que só aquele cinema tinha aquele preço e eles descobrem que eu to falando deles e mandam o segurança atrás de mim [eu vou falar dele mais abaixo]), mas além da entrada comum, havia o "cabine", que custava apenas 1 (hum) real a ficha e valia por 5 minutos.

Como eu queria guardar meu dinheiro pra ir comer um lanche naquele fast-food do Rei do Hamburger, comprei duas fichas do "cabine", gastando apenas 2 reais, mesmo sem saber exatamente como funcionava o tal "cabine". O que eu achei é que se entregava a fichinha pra alguém que deixava o sujeito ficar por 5 minutos cada ficha dentro de uma cabininha escura, onde ia ter uma janela e ele ia poder ver o cinema lá embaixo enquanto praticaria a masturbação. No meu caso, que não queria fazer isso, e sim filmar, seria ideal, pois filmaria da tal janelinha.

Aí fui entrar lá, era uma sala escura com várias portas e um cara mais magro que tudo, da minha altura (ou seja, quase um anão) e que era.... o segurança. Eu poderia ter dado risada por eles terem colocado um carinha que não representava ameaça nenhuma como segurança, mas como eu sou ligeiro pensei: "Eles não seriam burros, ele deve estar armado". Então, pra não correr riscos, entrei na miúda, só perguntei pra ele como funcionava tudo pra eu ver a janelinha, já que eu nunca tinha ido lá e não sabia o que fazer.

Ele me mostrou a porta que eu devia entrar. Era escuríssimo, só deu pra ver uma maquininha com buraco pra eu enfiar a ficha. Antes de enfiar, dei dois passos pra chegar à maquininha, nisso pude perceber que o chão até havia sido limpo, mas pela leve cola embaixo do meu tênis, percebi que deviam ter passado um paninho de leve, sem limpar com esforço o sêmen que a pessoa que usou a cabine antes de mim deixou lá.
Aí coloquei a moeda e esperei abrir a janela pra filmar o cinemão lá embaixo. Quando abriu, atrás da janela só tinha uma bostinha de uma televisãozinha, menor que a que eu tenho em casa, onde passava um filme. Aí tudo que eu tinha pra filmar era uma cabine escura com uma TV lá dentro, ou seja, não ia filmar é nada né.

Como eu tinha comprado duas fichas, pra 10 minutos, e o tempo que se passou no que eu narrei desde que entrei na cabine foi menos que um minuto, eu pensei "vou pelo menos completar os cinco minutos aqui pra não acharem estranho eu sair tão rápido". Mas aí eu ouvi um cara gritar "ow, não pode entrar dois aí não" seguido de um barulho de empurrão. Aí eu já lembrei da suposta arma que talvez o segurança baixinho poderia vir a ter (não to falando que tinha, mas vai saber), e com medo dos possíveis tiros, saí rapidão. Abri a porta e já dei de cara com o baixinho, que ao me ver sair em menos de dois minutos mandou um "já?". Ainda com medo dei só uma risadinha como quem diz "é amigo, quem nunca teve ejaculação precoce, não é mesmo?", e fui embora.

Essa foi minha curta permanência dentro de um cinema pornô. Acho que não durou nem cinco minutos no total. Mas foi o tempo suficiente para tirar alguns aprendizados:

1- Pela primeira vez na vida eu era a pessoa mais bonita do ambiente em que eu estava, frequentadores de cinema pornô são bem feios. Então, se você for feião, quando quiser dar um up na sua autoestima, dá uma passada lá.

2- Se você falar na entonação correta, seu amigo pode cair na sua desculpinha de "segura meu guarda-chuva" e não perceber que isso é uma desculpa sem sentido e que na verdade você só não quer que ele entre com você (aliás, amigo, se você estiver lendo, nada contra você, mas achei que poderia pegar mal alguém nos ver).

3- Se algum dia for no cinema pornô, o aconselhável é ir com um tenis velho, pra não pisar em resto de sêmen alheio com o tênis que você usa no dia-a-dia.

Acho que de importante é só

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O que eu achei de Eraserhead

Bom, eu não sou um cara que conhece muito sobre arte, não me considero culto, gosto de bobagens, sou um tanto fútil. Mas tem hora que isso cansa. Pra poder não ser visto como burro pelas pessoas que gostam de Cultura & Arte, eu resolvi que ia mudar esse meu jeito.
Como eu sei alguma coisinha sobre música, a primeira coisa que veio na minha cabeça foi "eu preciso entender mais sobre cinema". 


Claro que eu sei que os cinéfilos cultos não gostam de Crepúsculo, Harry Potter, e esses filmes chatos, então decidi procurar um filme do underground. Algo tão de hipster que pudesse fazer eu me sentir bem quando falasse sobre aquele filme e as pessoas me dissessem que não conheciam. Resumindo, queria me envolver profundamente no universo Babaca Cult.
Fui procurar meu filme desconhecido. Um filme "com conteúdo" e "que me passasse alguma mensagem", como dizem os caras. Depois de um tempo procurando o filme mais legal que eu poderia assistir, me deparei com esse que está aí embaixo.


É difícil falar qualquer coisa sobre esse filme, até porque é difícil entender qualquer coisa sobre ele. Na verdade não é possível nem afirmar com toda certeza qual é o gênero desse filme. Procurei assisti-lo por achar que era um filme de terror. O fato é que mesmo que seja, o que poderá dar medo não é nenhum monstro ou cena de susto, e sim a loucura dos personagens e das imagens como um todo, combinadas com a trilha sonora, que também é bastante experimental.
Conforme eu li pelas wikipedias por aí (quem não pesquisa na wikipédia quando não conhece alguma coisa que atire a primeira pedra), este é o primeiro longa-metragem da carreira do diretor David Lynch, que começou a trabalhar neste projeto quando ainda estudava cinema no AFI Conservatory. O planejamento era de que Eraserhead deveria ter 42 minutos, o que não aconteceu, já que o tempo de duração é de 89 minutos. O roteiro do longa tinha apenas 21 páginas, o que deixou os professores do conservatório preocupados, pois as cenas com poucos diálogos poderiam fazer com que o filme não obtivesse sucesso. Na verdade, se eu fosse um dos professores eu não investiria em Eraserhead mesmo depois de ver o filme pronto, mas como eu não era, investiram.

O filme começa com a imagem de algo que pode ser um planeta ou um meteoro, com o rosto do personagem principal em primeiro plano. Os 10 primeiros minutos não tem nenhuma fala, o que já o torna chatíssimo para quem não está preparado para todo o experimentalismo da história. Portanto, se por acaso se sentir entediado nas primeiras cenas e espera algo surpreendente, nem assista o resto. Não vai surpreender e provavelmente você irá passar quase duas horas sem entender nada.


Os diálogos mais fáceis de se entender acontecem quando Henry (interpretado por Jack Nance) está na casa de sua namorada, e os pais da moça o informam de que ela teve um bebê, que seria seu filho. Porém, mesmo sendo possível compreender este dialogo, no decorrer das cenas, os personagens parecem ser todos doentes mentais (acho que eu gostei do filme só por causa disso), inclusive Henry, que passa o filme todo com uma expressão facial preocupada e assustada.
Ao ver o que seria o filho do casal, percebe-se que não é uma criança, e sim um monstrinho, que fica o tempo todo enrolado em cima de uma cômoda. Perturbada com a presença daquele bichinho feio, que passa a noite chorando, a esposa de Henry diz que vai voltar para a casa dos pais, e o deixa sozinho cuidando do filho. 
A partir daí começam as sequências de cenas inexplicáveis, onde fica cada vez mais difícil entender qual era a intenção do diretor com a história. Em grande parte das cenas, a impressão é que tudo se trata de um sonho, inclusive, o próprio David Lynch já definiu Eraserhead como um "sonho de coisas escuras e perturbadoras". 
O título se deve a uma das cenas inexplicáveis, onde a cabeça do personagem é cortada, levada a uma fábrica, e então passa a servir como matéria prima de borracha daqueles lápis com uma borrachinha bem pequenininha na ponta traseira.


Eu poderia falar que apesar de parecer incompreensível, o filme é considerado um clássico cult, que ele tem uma estética surpreendente, ou até que é um filme que faz pensar. Mas a coisa mais sincera que eu posso dizer é que se David Lynch queria usar subliminares no filme para dizer alguma coisa, ou se escondeu alguma mensagem por trás daquelas cenas estranhas, ele exagerou no "esconder", porque eu mesmo não achei nada. É só um filme que eu gostei de assistir, é legal ver os atores interpretando tão bem pessoas tão estranhas e loucas, mas não senti nenhuma mensagem. Achei apenas que o diretor é meio ruim da cabeça... ou sei lá, talvez eu que sou burro e não entendo essa arte que vocês tanto falam.


@RafaelRoochaa

UPDATE 27/09/2012, às 01:14 - Depois de ter escrito esse post há muito tempo, vi um comentário de que o filme fala sobre uma gravidez indesejada. Fez sentido pra mim isso, como ele não queria o bebê, via ele como um monstro.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ex-BBBs que a Globo não soube aproveitar

O Big Brother Brasil, programa tão adorado pela galera intelectual, é um grande gerador de capas das revistas Playboy e Sexy. A cada ano, de 2 a 5 capas das revistas são com ex-participantes do programa. Logo, as moças que saem do BBB tornam-se musas.
O problema é que com o passar dos anos em que a Rede Globo vem exibindo o Big Brother, muitas musas foram feitas. E como não há espaço para tantas, algumas acabaram esquecidas. Com exceção de Sabrina Sato, que virou participante do Pânico; Grazi Massafera, que virou atriz; e algumas outras (que eu não lembro), a grande maioria foi esquecida.
Este post tem o intuito de relembrar algumas das musas que ficaram perdidas com o passar do tempo, e mostrar indignação por estas não terem se tornado grandes destaques da mídia nacional. Vamos a elas:


Thais Ventura
ela naquela época


A carioca tinha 19 anos quando entrou no BBB. Como era nova e tinha todo aquele jeito de ninfetinha, com um sotaque carioca (de fato, ow meninas, se tiverem sotaque carioca falem bastante comigo, ok?), não demorou nada pra que ela virasse a musa do programa. Após ser eliminada, foi capa da Playboy em um ensaio com coisas como urso de pelúcia, carinha de tonta, pirulito, e tudo que deixava ainda mais ninfeta.
Infelizmente acabou sendo esquecida como musa, talvez pelo fato de que a graça estava no jeito de novinha da moça. Quando foi envelhecendo perdeu o charme. Uma pena = (


Juliana Goes
tirando essa pose de modelo que eu acho tonto, mó gata né


A jornalista e modelo é daquele tipo que alguns pagam muito pau, outros falam que é só uma moça normal. Eu sou dos que pagam pau. Sinceramente não lembro do que ela fez na casa porque nessa época BBB já estava se tornando chato e eu já não assistia mais como antigamente. O único fato que eu lembro é um dia que ela tava brincando de repórter entrevistando um cara, aí o cabelo dele era espetado, aí ela perguntou "seu cabelo é a única coisa dura que você tem?" e todos deram risos. Eu achei babaca por que eu odeio mulher que faz piada sobre pinto, mas ainda assim acho ela gata.
Foi capa da Playboy, lógico, mas depois disso poderia ter ganhado mais destaque. Apesar de ter feito trabalhos como modelo, não a vemos na TV todo dia, e eu gostaria muito de vê-la todo dia, aliás, toda hora, aliás, Hebe sai dai, quem vai apresentar agora é a Juliana.


Thati Bione
a carinha de tonta, qualquer um casava com uma dessa


Essa é aquela mina que não é "A Gostosa", tem até uma cara de gordinha, mas é por isso que é bonita. É o tipo de mulher que o cara quer casar. Pelo que eu me lembro, no programa ela ainda era cheia de fazer graça, então melhor ainda né, todo homem quer uma mulher engraçadinha (desde que ela não faça piadas sobre pênis).
Por não ser o padrão de gostosona que o brasileiro gosta, nem sair nua em revista ela saiu. Então ficou mais sumida que as outras. Pena, podia estar que fosse no Zorra Total fazendo aquele quadro da moça que fica atrás da cerca do Nerso da Capitinga, sei lá.


Tathy Rio
deitada na mesa


Essa sim, tem todos os padrões que o brasileiro gosta. Carioca, loira, bonita e completamente em forma. No programa não foi uma das personagens de destaque. Saiu nua em uma das duas revistas e depois apresentava um programa na RedeTV, que eu assistia só pra ver ela (tanto que nem lembro sobre o que era o programa, só lembro que tinha ela). Depois nunca mais ouvi falar.
Ela acabou não ficando na Globo por que na edição em que participou havia outra Tati na casa, a Tati Pink, que era uma chata e sem graça, que depois de sair do BBB foi contratada pelo Zorra Total. Super injusto, a Tati Rio que deveria ter sido contratada por ser mais gata. "Ah, mas não precisa ser bonita, aquilo é um programa de humor" meu, sem graça por sem graça fica com a mais bonita (igual o CQC fez quando escolheu a Mônica Iozzi em vez da Carol Zoccoli).


Michelle Costa
cara de Sandy


Essa participou da oitava edição do BBB. Como saiu rápido, não lembro nada pra falar sobre ela. Saiu na Playboy e não lembro mais nada. Mas de qualquer jeito, ela tinha um carinha meio Sandy e, por isso, é uma das mais gatas que o Big Brother já teve. 
Só que a Globo, como sempre, não soube aproveitar. Sei lá meu, colocasse ela em um cursinho de atriz só pra transformá-la em musa da novela das oito, deixasse ela apresentar aquele programa chato que a Fernanda Lima fazia, qualquer coisa.


Enfim, existem outras, mas essas são as top. Fica aqui minha indignação pela Rede Globo que não sabe aproveitar as musas que cria. (Aliás Globo, pega essa Renata que saiu dai esses dias e aproveita, essa menina tem futuro) 


@RafaelRoochaa

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Discos que eu ouvi #5

Ouvi pouca coisa essa semana por que, infelizmente, ouvir música não me dá dinheiro, então eu tenho que trabalhar. Mas estão aí os dois discos, pra quem curte rock moderninho e folk.


Velotroz - A banda do futuro apresenta espelho de sharmene (2012)


De início percebe-se que trata-se de mais uma banda de rock moderninho, mas logo após a introdução o som fica mais surpreendente. A letra da primeira faixa, Moda de samba, somada ao rock com elementos da MPB e samba, traz um resultado interessante. Em Louva Deus a voz de Giovani Cidreira, com seu sotaque soteropolitano (que por vezes faz o som parecer um Lirinha um pouco mais modernizado) se encaixa perfeitamente com o instrumental, que tem a bateria seguindo uma linha de samba e as guitarras e teclado dando uma sonoridade de rock setentista.
A capa do disco (uma mulher nua sentada, coberta apenas por um pano, deixando apenas um seio à mostra) resume bem o Velotroz, dando um ar "vintage", mas ao mesmo tempo "quero ser moderno". Não costumo me interessar por bandas e artistas que fazem questão de ter "letras inteligentes" o tempo inteiro, me soa um tanto forçado, mas o som faz o EP valer a pena. É interessante a forma como os músicos conseguem deixar a modernice do rock alternativo atual (que costuma ser chato e previsível) mais interessante ao misturá-la com a influência setentista.


Melanie - Gather me (1971)


O disco de 1971 já mostra pela capa que é de uma cantora comum dos anos 70: com um cabelo bagunçado, roupas de hippie, que com certeza toca no violão músicas para os fãs de Bob Dylan e Janis Joplin. Aí você começa a ouvir e é isso mesmo. Um som folk bem bonitinho, com uma voz agradável. 
A faixa Some day i'll be a farmer é como uma pré-Mallu Magalhães, tanto na voz, quando no modo de cantar, e até na letra sobre querer uma vida tranquila e monótona. A única diferença é que Melanie ousa chegar a tons mais altos, dando até uns gritos, coisa que a Mallu não costuma fazer.
Em Ring the living bell-shine a cantora segue um estilo um pouco diferente, com uma canção um pouco mais animada, onde sua voz foge da calmaria tradicional, deixando perceber que apesar de não utilizar sempre, ela tem uma capacidade vocal que poderia ser mais bem aproveitada. Porém, vale lembrar que a voz calminha faz parte do folk, ela não poderia fazer diferente.
Em geral Gather me não apresenta quase nada que já não tenha sido feita por outros tantos cantores de 60 e 70, mas para quem não procura novidade, e sim uma musiquinha agradável de se ouvir, é um bom disco.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Músicas para o dia dos namorados

Dia 12 de junho, aquele dia que serve como um lembrete para os solteiros de que a vida dele está errada, faltando alguma coisa. Dia em que os rapazes sem namorada pensam até em comprar um carro que possa atrair alguma interesseira, já que ele não consegue fazer com que nenhuma mulher decente goste dele; e as mocinhas sem namorado choram ouvindo Adele ou assistindo alguma comédia romântica americana. Os mais durões preferem usar argumentos como "se eu não passei o dia da árvore com uma árvore, não preciso de namorada para passar o dia dos namorados". Mas obviamente que isso é papo furado. Claro que precisa, todo mundo precisa.
O que nem todo mundo precisa é ficar depressivo e passar o dia dos namorados chorando. Existem pessoas que são felizes e tem um relacionamento. E para que estes casais possam deixar seu dia ainda mais romântico, nada como uma boa música que deixe o clima de amor ainda mais forte. Sim, música pode mudar o clima, afinal, caso não saibam, existem canções que falam coisas muito mais românticas do que "ai se eu te pego" ou as que te influenciam a lavar seu carro, regular o som e chamar a gata pra um tchêtchêreretchêtchê.
Uma das músicas mais românticas de todos os tempos e ideal para os casais apaixonados é Stand by me (Fique comigo), gravada em 1961 por Ben E. King, e que ficou entre as mais tocadas nos Estados Unidos em seu ano de lançamento. O título já diz tudo, a letra mostra um apaixonado dizendo que mesmo que aconteça qualquer coisa, como por exemplo o céu cair, as montanhas desmoronarem, enfim, tudo vai ficar bem desde que sua amada "fique com ele". Devido ao sucesso, na década de 1970 John Lennon regravou Stand by me, mas a versão original é muito melhor.






Para quem não gosta de "música velha" (embora seja quase um pecado chamar Stand by me de velha, já que a canção atravessou décadas sem perder seu romantismo), uma boa opção, um pouco mais moderninha mas também muito romântica é Cruisin (viajando). A canção, cantada por Gwyneth Paltrow e Huey Lewis, foi gravada para o filme Duets, de 2000. Com a frase "e se quiser, você terá pra sempre, não é pra ser só uma noite", a música é ideal para os casais que querem provar que o que sentem não é amor de carnaval.






Para quem prefere música nacional, temos a clássica "Eu não sabia que você existia", de Leno e Lilian, onde a dupla canta a história de alguém que encontrou seu par perfeito. 






Outra opção é "Pra sonhar", de Marcelo Jeneci, que com uma introdução utilizando o violão e a sanfona, já mostra todo o romantismo da música. Também cantada em dueto com uma voz feminina, a canção fala sobre alguém que quando viu seu amor passar ficou paralisado, perdeu a hora de voltar para o trabalho, mas está disposto a largar tudo para se casarem. Romântico, né?






E pra terminar, com um título parecido com a música de Ben E. King, que iniciou a lista, temos a canção Fique aqui comigo, do ex líder da banda Os Mutantes, Arnaldo Baptista. A música é da época em que o músico já havia deixado sua banda e passou a cantar com os roqueiros da Patrulha do Espaço. Tocada no piano, com um clima um tanto melancólico, que pode ser considerado normal para quem conhece a carreira de Arnaldo, mas bastante romântica, a letra da canção pede para que sua amada continue com ele, "até a noite cair".






Então, para os que não terão que passar o dia dos namorados sozinhos assistindo tv, basta se juntar com seu par, dar o play e curtir o clima romântico.
Quem não tem um par é melhor nem ouvir essas músicas. Vai ouvir punk rock e fingir que não liga pra dia dos namorados.