segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O que impulsiona a vida de um homem

Hoje eu e um amigo conversávamos sobre os mais variados assuntos, quando chegamos no nosso tema favorito: Mulheres. No meio da conversa começamos a imaginar como seria a vida se elas não existissem. E chegamos a uma simples conclusão: A vida não existiria.
Não, eu não vou falar sobre aqueles velhos clichés de que “por trás de um grande homem sempre existe uma grande mulher”, não, eu me refiro ao simples fato de que se as mulheres não existissem, o homem não teria ambições, não teria motivos pra fazer absolutamente nada.
Acho que se as mulheres não existissem, a vida seria baseada em futebol e... acho que só. Ou você acha que se não existisse nenhuma mulher no mundo algum homem iria querer saber de trabalhar ou estudar e crescer na vida? Não meu amigo, não iria.
Por exemplo, o que leva um cara a querer ser um médico? Se você pensou que é o desejo de salvar vidas ou o desejo de ter uma boa profissão, você está enganado. A resposta certa é: Médicos ganham bem, e assim podem conseguir as melhores mulheres. E é simplesmente isso.
E isso não vale apenas para o lado profissional, e sim para tudo, absolutamente tudo!!!
Outro exemplo, cultura. Nenhum homem gosta realmente de apreciar uma boa música, na verdade ele finge que gosta para que consiga atrair MULHERES que gostam de apreciar uma boa música. Outra coisa, nenhum homem se preocupa com o conteúdo do roteiro de um filme, tudo que ele quer e ver cenas cheias de explosões e violência (e às vezes alguma nudez), mas ele finge que gosta de assistir algo que “tem uma boa história”, por que assim ele consegue atrair MULHERES que gostam de algo que tem uma boa história.
Até fisicamente. Se não fosse com o intuito de atrair mulheres, nenhum homem iria malhar, ou se vestir bem, ou fazer a barba, e em alguns casos não tomariam nem banho. Por que? Não teríamos um bom motivo pra fazer qualquer uma dessas coisas.
E os piores de todos são esses que vem com essa historia de crescer na vida só pra tentar ganhar garotas passando segurança pra elas. Por exemplo, por que os homens gostam tanto de carros? “Por que é um meio de transporte confortável”. Errado, pra isso que existem os ônibus (que não são confortáveis, mas os homens não ligam pra isso). Os homens gostam de carros por que sabem que as mulheres gostam de carros. Por que os homens sonham em ter uma casa própria? Por que sabem que só irão conseguir uma mulher fixa (leia casamento) quando tiverem onde morar (que na verdade é o minimo que uma mulher pode exigir né, se você não possui nem isso, e ainda assim acha que merece que alguma mulher te queira, saiba que você não merece). Enfim... seja lá o que for que um homem esteja fazendo, é com o intuito de conseguir uma mulher. É como diria a canção das Velhas Virgens, “tudo que a gente faz é pra ver se come alguém”.
Obrigado mulheres, se não fosse por vocês, TODOS os homens seriam sujos, bêbados, irresponsáveis e passariam o dia todo falando sobre... Sei lá, afinal se as mulheres não existissem acho que nem assunto pra conversa os homens teriam.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Entrevista com Ota

Essa é a ultima das entrevistas que foram feitas na Livraria Cultura no dia do lançamento dos livros da Editora Barba Negra. O cartunista Ota estava lançando o livro Relatório Ota do sexo. Segue abaixo a entrevista.

Ota


Como foi o contato com a Editora?

Eu já conhecia o Sandro Lobo da editora há muito tempo. Houve uma época em que dávamos festas na casa dele, nós temos uma amizade antiga.


Conte um pouco sobre o livro que você está lançando?

O relatorio Ota é um projeto antigo, mas não é uma republicação por que eu tive que escrever coisas novas, e isso em apenas 15 dias, então eu redesenhei e recolori tudo. Mas é um projeto que existe há mais de 30 anos.


Você já havia lançado algum livro antes?

Sim, mas não de quadrinhos.

O mercado de quadrinhos tem um publico grande no Brasil?

O publico já foi maior, mas agora eu acho que está renascendo de outra forma. Mas o problema é o preço, este livro eu queria que custasse dez reais, mas a editora quis fazer por treze. Antigamente os gibis vendiam bem por que custavam um real,hoje custam sete, oito. O livro tudo bem, por que é uma coisa que você vai comprar uma vez por ano, agora o gibi, só sendo muito rico para comprar todos, e quando eu era jovem isso era possível.


O que você acha da lei que proíbe que humoristas façam piadas sobre os candidatos na época da eleição?

Eu acho uma bobagem isso por que não tem sentido, por que o Angeli pode fazer uma charge mas o Casseta e Planeta não pode, então é estranho.

O que você acha que chamou a atenção do público em relação ao seu trabalho?

Eu não sei direito, mas acho que é alguma coisa relacionada a originalidade.

Muita gente conhece seu trabalho por causa da Mad, depois que você deixou a revista o que está fazendo?

Eu fiz um site infantil, faço jogos, agora eu vou fazer um sobre a história do Brasil, eu trabalho em várias coisas ao mesmo tempo. Este livro que eu estou lançando agora tem muito do Ota antigo, mas o material é novo. E é bem atual por que eu tive que escrever em 15 dias quando eu soube que ia lançar na bienal, então você vai ver coisas bem atuais como o barraco de Sorocaba, goleiro Bruno.

Você pretende lançar mais livros?

Sim, isso vai ser uma série onde cada relatorio vai ter um tema, como sexo, mulheres, vampiros e outros assuntos; Eu tenho muito material, mas a 75% é inédito, e o que eu já havia publicado eu redesenhei.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Entrevista com Silvio Lach

No dia 18 de agosto, Sílvio Lach e Ulisses Mattos, editores da Revista M, estavam lançando o Livro Na_Kombi, que começou como um projeto do twitter onde os seguidores da Kombi podiam mandar frases sobre o tema semanal que era proposto, e acabou se tornando um livro. Segue abaixo a entrevista com um dos editores da M, Sílvio Lach
Sílvio Lach


Como foi o contato com a Editora Barba Negra?

A editora conheceu o trabalho da Kombi pela notoriedade que ela teve dentro e fora do twitter, vamos dizer que a kombi está saindo do twitter para o mundo real. Está saindo da pagina virtual para a pagina real, eu diria.
Você já havia lançado algum livro antes?
Não, eu tinha meu trabalho publicado no Jornal do Brasil e no Pasquim, na página de domingo. Teve um livro que contava com uma crônica minha; era uma coletânea de humor, mas é a primeira vez que eu estou lançando algo.

Existiu alguma dificuldade em fazer livro?

O grande lance de fazer livro é que nós decidimos fazer algo que não tivesse custo, e acabamos tendo a colaboração de muita gente do twitter que mandava as frases, como jornalistas, advogados, estudantes, enfim, acabamos dando espaço para uma nova geração de humoristas.

A Revista M... até hoje só tem três edições, por que ela não sai com mais freqüência?

A revista é um baita sucesso de crítica, é um baita sucesso de público e é um péssimo sucesso financeiro, é um fracasso financeiro. Eu acho que o público e a crítica estão preparados para esse tipo de produto, mas as agências de propaganda não estão preparadas para mostrar ao seus clientes que eles podem investir em um produto como a M.

Qual sua opinião sobre a lei 9504/97, que proíbe que humoristas façam piada com os candidatos durante as campanhas eleitorais?

Eu acho medonha. Nos Estados Unidos, por exemplo, essa lei seria uma piada. Em um país que se diz democrático, o humor precisa ter a função de abrir a cabeça das pessoas, e acho que é justamente por isso que em uma hora tão importante não nos deixam mostrar o que pensamos sobre o assunto. É uma pena.

E quando sairá a próxima edição da Revista M? Você tem algum outro projeto fora a revista?

Bom, a Revista M é a única revista bimestral que sai uma vez por ano, na verdade agora estamos quase há um ano e meio sem uma nova edição, estamos quase nos tornando uma publicação bianual. Mas isso é por que agora não queremos fazer apenas a revista, e sim fazer a marca da M, que tem vários projetos como a Kombi, o troféu Vitor Fasano. Criamos também o movimento twitterário, que são diversas cronicas que tem como tema o twitter, isso também está no site da M Corporation. E é legal ver que a marca está se tornando mais importante que a revista, eu acho que mostrar coisas novas e fazer com que as pessoas percam tempo com elas é bem legal.

Você pretende lançar mais livros?

Diz o editor, Sandro Lobo, que se a coisa der certo a cada dois meses sai um livro da Kombi. É torcer para que venda bem, se vender foi.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Entrevista com Ulisses Mattos

O editor da revista M.. Ulisses Mattos, no dia 18 de agosto, estava, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional lançando o livro Na_Kombi, junto com seu parceiro, que também é editor da revista M... Sílvio Lach


Ulisses Mattos

Explique um pouco sobre o conteúdo do livro.

O livro é uma coletânea de 500 frases do twitter que foram enviadas pra Kombi. Na verdade muita gente acha que são as 50 melhores frases, não, nós pegamos frases de alguns temas, mas sobraram varias frases e temas bons, o que viabiliza a idéia de um segundo livro.

Como foi o contato com a editora?

Eu conhecia o editor, mas a idéia de lançar o livro surgiu por que ele queria fazer alguma coisa relacionada a internet e queria um representante do twitter, e ele achava que o maior representante era a Kombi, então ganhou a gente nesse momento. Na verdade, eu e o Sílvio já tínhamos a idéia de lançar um livro, pela nossa editora, que publica a Revista M, mas com essa proposta da Barba Negra, não pudemos recusar e dizer que íamos fazer pela nossa própria editora. E acabou que ficou legal, não esperávamos que fosse ficar tão bom assim.

Como vocês estão acostumados a trabalhar com revista, existiu alguma dificuldade em fazer o livro?

Na verdade foi bem mais fácil, foi só entregar o material, a revista dá muito mais trabalho. E o livro foi mais fácil por que a editora correu atrás da parte gráfica.

Você acha que a Revista M só tem três edições até hoje por que ela não tem um bom publico?

Fazer revista sempre é um perigo por que o impresso está ficando para traz por causa da internet. Nós não fazemos uma revista de humor, fazemos uma revista com humor, comportamento e outras coisas. Nós estamos sempre lutando pra fazer uma nova edição, estamos tentando um novo numero pra este ano. Quando fazemos uma edição, é usando dinheiro do nosso bolso, ela é feita de forma independente. Os colaboradores também não recebem, eles fazem só pelo prestigio de estar escrevendo para uma revista bacana, por que eles podem escrever o que querem, com a gente não tem frescura.

Qual a sua opinião sobre a lei 9504/97, que proíbe que humoristas façam piada com os candidatos durante as campanhas eleitorais?

Ah, isso é ridículo. Nós não somos prejudicados por que na internet é possível fazer humor com esse tipo de coisa, mas ficamos tristes pelos nossos colegas que estão na televisão e não podem trabalhar direito por causa dessa lei.

Fora a Revista M, você tem algum outro projeto que quer divulgar?

Sim, eu sou jornalista, faço analise de mídias sociais para empresas, mas estou querendo focar mais no humor. E além dos projetos da M Corporation eu estou também como roteirista de duas series que vão estrear no Multishow, uma serie se chama Open Bar vai estrear dia 29 de agosto no Multishow, e uma outra que irá estrear lá pra outubro ou novembro.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Entrevista com Arnaldo Branco

O cartunista estava lançando na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, pela Editora Barba Negra, o livro Mundinho Animal, que contém as tirinhas que são publicadas no site G1.


Arnaldo Branco

Como foi o contato com a editora?

Eu conheci o Sandro Lobo antes de ele ter a editora, eu já tinha bastante contato com ele desde que eu comecei a publicar meu trabalho no G1, o portal da Globo, e ele me chamou pra fazer um pocket-book, disse que ia ficar legal, e ficou ótimo o resultado, foi uma coisa que eu gostei muito de fazer.





Você já havia lançado algum livro antes ?
Sim, na verdade esse é o terceiro. Eu já tinha lançado um do Capitão Presença, que o meu personagem meu que fez mais sucesso, e já fiz também uma adaptação do Beijo no Asfalto do Nelson Rodrigues com a ilustração do Gabriel Goes. Esse é o terceiro livro.

Como você é acostumado a publicar seu trabalho no G1 e em jornais, existiu alguma dificuldade em fazer o livro?

Não, como são tiras, a única dificuldade é acumular material suficiente para lançar o livro. Mas é normal, por que eu já tinha bastante material arquivado. Hoje em dia se fala muito que livro não funciona mais por causa da internet, mas ainda é legal você guardar um espaço na estante para guardar seus livros. Então eu quis fazer por que eu adoro o formato, e acredito que muitas inovações tecnológicas irão tentar substituir o livro mas eu nunca vou querer deixar de te-lo.

O mercado de quadrinhos tem um publico grande no Brasil?

Cara, tá super aquecido. É um mercado que demorou um tempo, mas as editoras finalmente entenderam como funciona, por que quadrinho vende.

O que você acha da lei que proíbe que os humoristas façam piadas com os candidatos durante as eleições?


É ridículo. Nós vivemos em um país que é famoso pelo senso de humor e cada vez temos certeza de que isto não tem sentido.
E é ridículo por que proíbe, por exemplo a piada na televisão, mas qualquer twitter faz a mesma piada, e hoje em dia uma piada na internet pode dar mais ibope do que na TV. Mas eu acho que esse tipo de proibição acaba até sendo inoperante, por que o humor tem seu jeito de se infiltrar e aparecer pra todo mundo apesar de os canais serem fechados.


E atualmente além do G1, você está fazendo outros trabalhos ?

Além do G1 eu faço quadrinhos para O Globo lá no Rio, sou roteirista do Casseta e Planeta, e eu quero fazer muito mais coisas, não quero fazer só quadrinhos, eu gosto de criar personagem, gosto da idéia de quem sabe trabalhar com cinema. Eu sou contra a estagnação, sou contra você chegar no hotel e saber que vai escrever algo como profissão na ficha, sou a favor de escrever algo como “Homem da renascença”, faço tudo.

domingo, 22 de agosto de 2010

Entrevista com Jean Galvão

O cartunista estava lançando na Livraria Cultura, pela Editora Barba Negra, o livro Vó.

Jean Galvão



Como foi que aconteceu o convite da Editora Barba Negra?

Eu conheci o Sandro Lobo, o editor, no Rio de Janeiro mas foi muito rapidamente. Depois eu soube que ele estava com uma editora e mandei um e-mail dizendo que eu tinha um material e gostaria de mostrar a ele. Aí ele gostou e me disse que lançaríamos em livro. Isso foi há menos de um mês, tanto que eu estou vendo o livro pronto só agora.

Fale um pouco sobre o livro que está lançando.

Então, o livro chama-se “Vó”. Há uns cinco anos eu fazia tirinhas diárias para o Jornal do Brasil, e eu tinha uma personagem que era uma velhinha, uma vó; e eu quis faze-la como as que eu conheci de verdade. Ela não é uma vó igual as de desenho animado, ela é simplesmente uma velhinha frágil, encanada, meio deprimida e enfim, esse universo delas. E acabou dando certo, foi o personagem que mais fez sucesso.


Você já havia lançado algum livro?

Já lancei há muito tempo um livro que era uma coletânea de charges, isso no final dos anos 90, mas depois não lancei mais, então eu fui acumulando material.


Você que acostumado a trabalhar em jornal, sentiu muita diferença na hora de fazer um livro? Houve alguma dificuldade?

Não, dificuldade não. O pessoal da editora cuidou do projeto gráfico, e eu fiquei muito grato com a surpresa, ficou muito bonito. E o legal é que eu estou acostumado com jornal, que a cada dia você faz uma tirinha, e acabam ficando meio esquecidas. O livro é legal que fica guardado e você pode ler de novo quando quiser, é muito legal.

O mercado de quadrinhos tem um bom publico no Brasil?

Eu acho que no momento está muito bom, comparado ao que já foi. Hoje temos muitos títulos, varias editoras, temos adaptação de literatura para quadrinhos, as vezes nos pedem tirinhas para serem usadas em livros didáticos. Então o mercado está legal.

Você acha que a Editora Barba Negra irá ajudar o mercado a crescer?

Eu acho que sim, por que a pegada dessa editora são os quadrinhos. Eles estão lançando agora o trabalho de quem já está há algum tempo no mercado, como eu e o Arnaldo Branco, e eles ainda pretendem dar espaço a quem está começando. E é legal ter este tipo de material publicado em livro, então eu acho que esta editora vai fazer um barulho legal nessa área dos quadrinhos.

Qual a sua opinião sobre a lei que proíbe que humoristas façam piada com os candidatos em época de campanha eleitoral?

É uma lei ridícula, eu publico charges sobre politica na Folha de São Paulo, e é estranho você não poder fazer este tipo de coisa em plena eleição. Mas o que podemos fazer é usar esta lei para fazer piada, pois é uma censura; se você ver em um país como os Estados Unidos, os políticos são massacrados pelos humoristas. Claro, você não vai ofender nenhum candidato, e sim tirar sarro do momento dele e do estereotipo de politico. Mas acho que isso é tão ridículo que vai cair logo.

Em relação ao seu trabalho, o que você acha que mais chamou a atenção do publico?

Quando o Jornal do Brasil abriu espaço para cartunistas, minhas tirinhas começaram a chamar a atenção, e a tirinha é um trabalho difícil, você precisa ter uma idéia todo dia, e é preciso criar um personagem que o publico goste.

Você pretende lançar mais livros?

Nos temos o projeto de lançar outro livro da Vó, um do “Chateen” que são tirinhas sobre adolescentes, e também um livro de charges sobre o governo Lula. Então tem bastante coisa aí pra fazer.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Entrevista com Ronald Rios

Continuando as postagens das entrevistas feitas no dia dos lançamentos dos livros da Editora Barba Negra (o post abaixo explica um pouco sobre o evento), hoje irei postar a entrevista que fiz com o humorista carioca Ronald Rios, (que atualmente apreseenta o programa Oráculo na Jovem Pan e o badalhoca na MTV) que foi até o local para prestigiar o trabalho de seus amigos. Segue abaixo a entrevista.

Ronald Rios

Primeiro eu gostaria de saber se você veio ao evento para prestigiar alguém em especial?

Sim, são três amigos meus e eu vim pra dar um abraço neles que são o Silvio Lach, o Ulisses Mattos e o Arnaldo Branco especialmente o Ulisses que é um grande amigo.


Você já fez alguns trabalhos com o Ulisses e o Silvio, não é?

Sim, já trabalhei com todos eles. Com o Arnaldo eu tive um blog chamado Papo Ereto, mas que acabou não dando muito certo, agora o Ulisses e o Silvio já são meus amigos de longa data.


Dos 4 livros que estão sendo lançados aqui, 3 são de cartunistas, você gosta desse gênero de humor?

Claro, sou fã, eu acho que os quadrinhos brasileiros são muito bons.


O Brasil tem um publico grande que lê quadrinhos?

Não tem um publico muito grande que dá pra deixar o pessoal rico, mas tem um publico legal... não sei, eu não consigo analisar assim as coisas, mas tem, tanto que hoje eles estão lançando o livro. Tanto que o Arnaldo está a muito tempo aí no mercado com o Capitão Presença, que é um personagem de sucesso dele e as tirinhas do Mundinho Animal, que ele já faz há dois ou três anos se eu não me engano, e é muito legal ver isso publicado. É legal ver esse tipo de material publicado em livro, os caras ficam felizes quando as coisas estão dando certo. E é legal cara, é meio chato você ter a tirinha só no G1 (o portal publica as tirinhas de Arnaldo Branco), é legal você fazer em jornal, ter o livro pra levar ao banheiro pra dar uma cagada lendo as tirinhas do Arnaldo, eu anseio por este momento.


Muitas pessoas acreditam que a Editora Barba Negra irá ajudar o mercado de quadrinhos a crescer, você acha que irá ajudar em algo?


Cara, espero que sim, eu torço muito para que o mercado cresça, tudo o que eu gosto eu torço muito para que dê certo, então eu torço muito para o crescimento dos quadrinhos de humor nacionais, por que temos muita coisa bacana. Espero que a Barba Negra ajude, os caras estão muito bem intencionados e são competentes, eu espero que dê certo.


Em relação ao humor, qual sua opinião sobre a lei que proíbe piadas com os candidatos durante as campanhas eleitorais?


Então, isso atrapalha os programas que estão interessados em cobrir politica, não é o meu caso, mas eu creio que atrapalha quem está interessado. Não ligo muito, só iria ligar realmente se me atrapalhasse. Mas claro, se eu fosse um dos interessados eu estaria preocupado, mas não é o caso, mas boa sorte a todos eles. Eu creio que estão sendo prejudicados, mas é lei né cara, tem que cumprir a lei, não há muito o que se fazer, eles irão fazer passeata e tudo mais, mas enfim, boa sorte a todos eles, espero que sejam muito felizes e coletem todas as moedas da fase.


Agora falando de você, que está em um momento de ascensão na MTV, acabou de entrar na Jovem Pan, o que você acha que chamou a atenção do publico em você?

Ah sei lá, acho que eu falo merda e talvez merda original, não sei. Acho que é isso, eu falo coisas que as pessoas acham engraçadas, não é nem o que elas não tem coragem de dizer, só acham engraçadas. Como se fosse um amigo, as mesmas merdas que você fala pra um amigo jogando vídeo game eu falo pra milhões de pessoas. Acho que é por isso que é legal, por isso que o cara fica ouvindo rádio a meia-noite, ele pensa “o cara vai falar merda”, é por isso, não tem um grande estudo, não tem uma grande mensagem por trás. É só falar bobagem, só uma grande brincadeira, e eu acho que sou abençoado por uma especie de um dom ou qualquer coisa do tipo que me faz pensar coisas diferentes... sei lá, não sei mais o que eu estou dizendo, devo estar falando merda, esse chiclete que estou mascando deve ter alguma coisa alucinógena.


Como é pra você estar trabalhando na Jovem Pan ao lado do seu grande ídolo Emilio Surita?

O Emilio é o cara. Eu parei com a faculdade para poder vir morar aqui em São Paulo, mas passar trê horas ali na rádio conversando com o Emilio vale mais que qualquer faculdade. Ele é uma eterna inspiração pra mim, eu adoro vê-lo trabalhar.

As vezes eu faço o Programa Panico na rádio também, não sempre, mas as vezes eu faço, e além do panico eu faço o programa Oráculo, que é o meu programa principal na Jovem Pan, e tem sido muito divertido, eu estou fazendo com muito esforço e tenho gostado dos resulatdos. E eu faço ainda o Missão Impossivel com a Ligia Mendes, o Evandro Santo e o Bob Fernandez. Como eu nunca tinha feito rádio antes eu estou aprendendo muito com eles, estou muito feliz e é isso aí bichão.


Assim como seus amigos estão fazendo hoje, você pretende lançar algum livro?

Ficção eu não pretendo, por que eu quero fazer em video. O que for pra fazer de ficção eu vou escrever em roteiro pra tv. Eu tenho interesse em lançar livro com textos, tipo uma compilação de pensamentos. Tenho interesse em lançar uma especie de diário com textos engraçados, mas realmente um livro não tenho o menor interesse por que eu penso em vídeo, em rádio, então pra mim não interessa.


Entrevista com Sandro Lobo da Editora Barba Negra

No dia 18 de Agosto de 2010, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional,na Avenida Paulista, a Editora Barba Negra concretizou os seus primeiros trabalhos publicando os livros "Mundinho Animal" do escritor e cartunista Arnaldo Branco, "Vó" do cartunista Jean Galvão, "Relatorio Ota do sexo" do lendário cartunista Ota, e "Na_kombi" dos editores da Revista M... Ulisses Mattos e Silvio Lach. Eu estava presente no lançamento dos livros e com muita sorte consegui entrevistar o fundador da editora Sandro Lobo, os autores dos quatro livros que estavam sendo lançados e ainda o humorista (e meu ídolo) Ronald Rios, que foi prestigiar o evento.
Fiz as entrevistas com o intuito de escrever uma matéria para o site de comunicação social da faculdade onde estudo, mas postarei na integra uma por dia aqui no blog, começando agora com a entrevista de Sandro Lobo.

Sandro Lobo


Primeiramente conte um pouco sobre a historia da Editora Barba Negra, e como aconteceu a parceria com a Editora LeYa?

Cara, a editora começou com um convite da Mariana Rolier, pra gente fazer quadrinhos na LeYa. E eu já estava conversando com Cristiano Menezes, que é meu sócio, sobre o projeto de fazer uma editora, e com o convite da parceria com a LeYa pra gente ficou muito legal, acabou se tornando uma parceria bem interessante.

Por que esses escritores foram escolhidos para os primeiros lançamentos da Barba Negra?

Eu já conhecia o trabalho deles, e o Brasil é um pais que tem muita tradição no humor, principalmente no humor gráfico. Então, como desde a época da Desiderata (editora onde Sandro trabalhou antes de fundar a Barba Negra) já publicávamos muita coisa de humor, foi um caminho natural começar fazendo humor.

Vocês pretendem continuar lançando apenas livros de humor ou irão lançar outro tipo de conteúdo também?

Nós vamos lançar outros livros de humor, seja de HQ, cartoon, piadas, humor de qualquer tipo, não importa a forma, mas também lançaremos livros que tem a ver com a cultura pop.

O mercado de hqs e cartoons tem um bom publico no Brasil?

Ainda não tem, mas é um publico que está crescendo. As editoras estão trabalhando bem, então estão conseguindo mais leitores de historias em quadrinhos, então estamos vivendo um momento muito interessante.

Você acha que o publico não se interessa muito pelas hqs nacionais por que está mais interessado no que vem de fora?

Não, eu acho que o publico quer um trabalho de qualidade, e hoje eu acredito que os brasileiros tem qualidade internacional,

Muitas pessoas acreditam que a Editora barba Negra irá ajudar o mercado de hqs e cartoons a crescer, você acha que poderão ajudar nessa questão?

Nós faremos a nossa parte, mas tem outras editoras que também fazem bons trabalhos, como a Companhia das Letras, que trabalha muito com quadrinhos, a Zarabatana, que é uma editora pequena mas faz um trabalho magnifico. Nós esperamos somar com eles para que façamos um trabalho legal, com todo mundo trabalhando junto e o mercado não ficar só com uma editora.

Qual a sua opinião sobre a lei 9504/97, que é a lei que proíbe que programas façam piadas com os candidatos durante as campanhas eleitorais?

Essa lei é uma piada

E você acha que o publico está preparado para receber piadas sobre temas mais sérios como politica e não leva-las a sério?

Acho que sim, o humor não é pra ser levado a sério mas não deixa de ser uma critica social, ele dá o seu recado. Então o humor tem como objetivo divertir e outras vezes levar o publico a refletir.

E quais serão os próximos projetos da editora?

Em breve iremos lançar o Cicatrizes (Stitches) do David Small. Quando sair procurem ler por que é uma graphic novel americana muito legal.